A Haas saiu do sábado do GP da Inglaterra de Fórmula 1 com sentimentos mistos. Apesar de reconhecer alguns avanços no trabalho realizado ao longo do fim de semana, a equipe admitiu que o carro ainda carece de desempenho para disputar posições mais competitivas, enquanto Oliver Bearman e Esteban Ocon terminaram a sessão de classificação apenas em 14º e 16º, respectivamente.
Os dois pilotos avaliaram que houve pontos positivos tanto na corrida Sprint quanto na sessão de classificação, mas destacaram que o ritmo atual do carro continua sendo insuficiente para brigar por vagas no Q3. O chefe da equipe, Ayao Komatsu, afirmou que o aprendizado obtido será importante para orientar o desenvolvimento do projeto.
Bearman terminou a corrida Sprint em 14º lugar e explicou que aproveitou uma boa largada para ganhar posições logo no início da prova: “Foi uma boa largada na Sprint e uma boa primeira volta, então estou satisfeito com isso. Depois voltamos para a posição que merecíamos. A Audi largou mal e também consegui ultrapassar a Red Bull Racing de Isack Hadjar, que acredito ter tido um problema de entrega de potência. Depois disso, honestamente, não havia muito mais que eu pudesse fazer”, afirmou.
O britânico contou que começou a sofrer com o desgaste do pneu dianteiro esquerdo e acabou sendo superado pelos carros da Audi. Sobre a sessão de classificação, Bearman disse que extraiu o máximo do carro, destacando como ponto positivo a vantagem sobre a Williams no Q1: “Não vejo como poderíamos terminar melhor do que em 14º. O carro tem sido extremamente difícil. Fizemos alguns estudos depois da Sprint para tentar gerar mais carga aerodinâmica, mas não parece que funcionou. Vou dar o meu melhor amanhã, a torcida da casa sempre me dá um impulso”, concluiu.

Já Ocon também elogiou sua largada na corrida Sprint, mas afirmou que precisou aliviar o ritmo por falta de espaço à frente. O francês chegou a ultrapassar Carlos Sainz e os dois carros da Audi nas primeiras voltas, porém não conseguiu sustentar as posições: “Eles eram rápidos demais para nós. Com mais uma volta, acho que também teria perdido posição para Carlos”, continuou.
Na sessão de classificação, Ocon lamentou a influência de uma bandeira amarela em sua última tentativa rápida: “É incrivelmente frustrante o que aconteceu naquela última volta, ainda mais porque foi por causa de uma bandeira amarela e eu fui o único carro que precisou passar por aquela bandeira amarela simples. A equipe fez um trabalho incrível e me entregou um carro muito bom. Tivemos uma evolução em relação às últimas corridas e o carro estava muito melhor, especialmente na traseira e nas curvas de alta velocidade”, acrescentou.
Komatsu avaliou que a Haas conseguiu extrair o máximo do equipamento disponível, e destacou o trabalho conjunto entre a equipe de pista e as fábricas na Itália e no Reino Unido: “Estou muito satisfeito com a forma como todos estão trabalhando. Aprendemos algumas coisas importantes para definir a direção do desenvolvimento do carro. O resultado esportivo foi decepcionante, principalmente pela diferença de tempo para chegar ao Q3, mas sabemos onde precisamos melhorar e queremos voltar a ser competitivos o mais rápido possível. Foi um dia positivo pela maneira como trabalhamos juntos”, encerrou o chefe da Haas.
