F1: Haas reconhece limite do carro após ficar fora do Q3

A Haas deixou a sessão de classificação para o GP da Áustria de Fórmula 1 com sentimentos mistos, após colocar Oliver Bearman em 13º e Esteban Ocon em 15º no grid de largada. Apesar de considerar boa a execução do final de semana até o momento, a equipe reconheceu que o desempenho do carro continua abaixo do necessário para disputar vagas no Q3.

Bearman afirmou que saiu satisfeito com sua atuação individual, mas frustrado com a competitividade do carro. O britânico destacou que teve a melhor sensação ao volante nas últimas cinco etapas, embora isso não tenha sido suficiente para aproximar a Haas dos primeiros colocados.

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“Por um lado, estou feliz com meu desempenho. Fiz uma ótima volta no Q1 e acredito que consegui repetir isso no Q2. Não acho que havia muito mais para extrair do carro, e isso é uma sensação satisfatória para um piloto”, afirmou.

Apesar disso, Bearman lamentou que a melhora no comportamento do carro não tenha se refletido em desempenho: “Nos últimos cinco GPs, esta foi a melhor sensação que tive com o carro, mas nossa competitividade continua a mesma. Sempre entro na sessão de classificação pensando que, se tudo der certo e eu fizer uma volta perfeita, posso conseguir um milagre e chegar ao Q3. Hoje mostramos que, mesmo fazendo tudo isso, não chegamos nem perto”, disse ele.

Ocon também valorizou o esforço da equipe, que trabalhou durante a noite para substituir diversos componentes do carro antes da sessão de classificação. O francês comemorou a vaga no Q2, mas revelou que ainda existem problemas técnicos que precisam ser compreendidos.

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Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

“Foi uma volta muito boa para chegar ao Q2, depois do esforço incrível da equipe para trocar muitas peças do carro durante a noite. Ainda estamos enfrentando alguns problemas e não sabemos exatamente por que isso acontece, então precisamos investigar”, disse ele. O francês ainda demonstrou confiança de que a equipe encontrará uma solução antes da corrida.

Ayao Komatsu, chefe da equipe, elogiou o trabalho operacional realizado em Spielberg, mas admitiu que o desempenho atual está longe do objetivo da Haas. Segundo ele, Bearman e Ocon conseguiram extrair praticamente tudo do carro, porém isso resultou apenas no 13º e 15º lugares.

“O trabalho operacional foi bom, assim como aconteceu ontem. A equipe acertou na configuração do carro e Ollie conseguiu extrair tudo o que havia disponível, com Esteban muito próximo. É positivo saber que aproveitamos todo o potencial, mas terminar em 13º e 15º não é onde queremos estar. Nossos concorrentes evoluíram seus carros, então precisamos evoluir o nosso também. O lado positivo é que estamos fortes operacionalmente, mas precisamos aumentar a velocidade de base do carro”, encerrou Komatsu.