A Haas teve um sábado complicado antes do GP de Barcelona de Fórmula 1 e saiu da sessão de classificação longe das posições que esperava alcançar. Enquanto Oliver Bearman garantiu apenas o 15º lugar no grid de largada, Esteban Ocon ficou ainda mais atrás, em 17º, após enfrentar problemas técnicos durante o Q1.
O resultado aumentou a frustração dentro da equipe, que acreditava ter potencial para um desempenho melhor. Apesar disso, tanto os pilotos quanto o chefe da equipe, Ayao Komatsu, demonstraram confiança de que a corrida pode oferecer oportunidades de recuperação.
Bearman descreveu o final de semana como extremamente difícil e revelou que a Haas perdeu rendimento entre sexta-feira e sábado. Segundo ele, a equipe chegou a evoluir entre o TL1 e o TL2, mas deu um passo para trás durante a noite e enfrentou dificuldades no TL3.
“Foi um final de semana incrivelmente difícil até agora. Fizemos progresso entre o TL1 e o TL2, mas durante a noite demos um passo para trás e o TL3 não foi bom. Voltamos para uma configuração que já conhecíamos, e sinceramente, não acho que poderíamos ter feito mais hoje”, afirmou o britânico. Mesmo assim, ele destacou que o ritmo de corrida demonstrado na sexta-feira lhe dá motivos para acreditar em uma recuperação.
Do outro lado da garagem, Ocon lamentou um problema de utilização de energia que comprometeu sua sessão de classificação. O francês explicou que o carro apresentou bom desempenho inicialmente, mas a falha acabou prejudicando a preparação para as voltas decisivas.

“Hoje deveria ter sido muito melhor do que o resultado que alcançamos. Tivemos um problema de ‘deployment’ na segunda tentativa e isso nos colocou em desvantagem, porque estávamos rápidos na primeira. Quando você recebe referências contraditórias sobre onde está mais rápido ou mais lento, fica muito difícil otimizar a última volta”, disse ele.
Komatsu reconheceu que a equipe não executou o sábado da forma ideal e admitiu preocupação com os problemas enfrentados por Ocon. Segundo o dirigente, falhas semelhantes ocorreram no TL3 e no Q1, afetando a entrega de energia necessária durante a volta de preparação.
“Não deveríamos ter problemas de ‘deployment’ em um sábado. Podemos ter isso no TL1, mas até o fim do TL2 tudo deveria estar resolvido”, afirmou o chefe da Haas. Ele elogiou o trabalho realizado por Bearman diante das circunstâncias, mas reconheceu que o carro ainda não apresentou velocidade suficiente.
Para Komatsu, a sesao de classificação mostrou que a equipe extraiu o máximo possível das condições disponíveis, mas não do pacote como um todo: “Conseguimos o melhor resultado possível na sessão de classificação, mas não tiramos o máximo do conjunto. Temos muito para analisar para garantir que aproveitemos melhor cada sessão”, completou.
