F1: Grid maior preocupa pilotos para sessão de classificação em Monte Carlo

O aumento do grid para 22 carros na Fórmula 1 este ano, gerou preocupação entre alguns pilotos antes da sessão de classificação para o GP de Mônaco neste final de semana. Lando Norris e Charles Leclerc acreditam que a presença de dois carros extras nas estreitas ruas do Principado, pode transformar especialmente o Q1 em um desafio ainda maior.

A mudança acontece após a entrada da Cadillac como a décima primeira equipe na categoria. Com isso, Mônaco recebe pela primeira vez desde 2016 um grid com 22 carros, algo que promete aumentar o tráfego em um dos circuitos mais apertados e difíceis do calendário.

Mesmo com 20 carros, a sessão de classificação em Monte Carlo já costumava ser marcada por dificuldades para encontrar espaço livre na pista. Conseguir uma volta rápida sem ser prejudicado por concorrentes em ritmo mais lento, frequentemente se torna um fator decisivo, principalmente no Q1, quando todos os pilotos estão na pista ao mesmo tempo.

Durante a coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (04), Norris admitiu que espera uma sessão de classificação complicada: “Provavelmente será bastante difícil. Já era complicado em anos anteriores, quando algumas pessoas não saem do caminho nos lugares certos. É uma situação delicada”, afirmou o piloto da McLaren.

O britânico também comentou as propostas de dividir a sessão de classificação em grupos separados para reduzir o tráfego. No entanto, ele acredita que a solução poderia gerar novas reclamações: “Sempre haverá alguém insatisfeito. Quem estiver no primeiro grupo vai reclamar do segundo, e vice-versa. Acho que isso pode criar ainda mais reclamações”, disse ele.

Lando Norris (GBR) McLaren MCL39 leads Charles Leclerc (MON) Ferrari SF-25 at the start of the race.
Foto: XPB Images

Para Norris, o principal caminho é uma comunicação eficiente entre pilotos e equipes: “Se as pessoas realmente olharem os espelhos e usarem o rádio para informar sobre carros em volta rápida, acredito que tudo ficará bem. Mas isso nem sempre acontece. Não acho que será um desastre, mas se alguns tentarem levar vantagem, aí começa a virar um grande problema”, acrescentou.

Leclerc foi ainda mais direto ao avaliar a situação. O piloto da Ferrari considera que o aumento do número de carros representa um problema real para a sessão de classificação em sua corrida caseira. Segundo ele, os atuais carros da Fórmula 1 ainda sofrem influência aerodinâmica, mesmo quando estão vários segundos atrás de outro competidor.

“Eu acho que é um problema. Vinte e dois carros em uma pista tão curta será algo complicado. Mesmo estando três ou quatro segundos atrás de outro carro, você perde um pouco de desempenho em um circuito como este. Será difícil, embora seja igual para todos e tenhamos que nos adaptar. Mas não é o cenário ideal para o Q1”, afirmou o monegasco.

Gabriel Bortoleto, da Audi, concordou parcialmente com Norris e demonstrou mais otimismo. O brasileiro acredita que a situação pode ser administrada desde que haja boa comunicação: “Se os pilotos olharem os espelhos e ouvirem as informações pelo rádio, é possível lidar com 22 carros na pista. Já corri em categorias com muito mais carros do que isso, então acredito que podemos administrar”, completou.