A equipe médica do GP de São Paulo de Fórmula 1 realizou neste sábado um simulado de resgate em Interlagos com um novo dispositivo de segurança para retirada de pilotos do cockpit. A atividade contou com 34 profissionais e testou todo o percurso de atendimento, desde a extração na pista até a chegada ao hospital.
O principal destaque foi o SNAID BOA, equipamento que envolve o pescoço e os braços da vítima e também estabiliza a região cervical. A novidade elimina a necessidade de utilização de um colar cervical durante a retirada do piloto. “É uma evolução do BOA, que nós já tínhamos. A diferença é que o BOA exigia um colar cervical na ação para poder extrair o piloto do cockpit. Agora, com o SNAID BOA, não precisamos do colar cervical porque o dispositivo já faz essa função também”, explicou o Dr. Marcos Pimentel da Cunha.
No exercício, a equipe imobilizou a médica Priscila de Miranda Freitas, que representou o piloto, antes de retirá-la do cockpit de treinamento da FIA. Depois, uma prancha foi posicionada junto à coluna e a vítima foi colocada sobre o metalacoqui, estrutura inflável que se molda ao corpo para limitar movimentos durante o transporte.
A extração do cockpit levou menos de dois minutos. Na sequência, o procedimento incluiu transporte por maca até a ambulância, transferência para helicóptero e deslocamento ao Hospital Sancta Maggiore Dubai, localizado a sete minutos de voo do autódromo.
“A adaptação da equipe ao novo dispositivo foi rápida e excelente”, afirmou o Dr. Dino Altmann, diretor médico do GP de São Paulo. “Checamos todos os pontos aqui na pista até o helicóptero. E checamos o procedimento até o fim, que inclui o Santa Maggiore de Dubai, o pouso, o elevador, a sala de emergência.”
O simulado foi repetido ao longo de uma hora para aprimorar o entrosamento da equipe antes do GP de São Paulo, marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro em Interlagos.
