A Fórmula 1 terá novidades importantes no GP de Mônaco no próximo final de semana, com a FIA implementando alterações específicas para adaptar a nova geração de carros às características únicas do circuito de rua. As mudanças envolvem aerodinâmica ativa, gerenciamento de energia da unidade de potência e novos procedimentos de fiscalização dos motores.
O objetivo principal é tentar tornar a corrida mais competitiva em um traçado historicamente marcado pela dificuldade de ultrapassagens. Ao mesmo tempo, as medidas também buscam atender questões de segurança e equilibrar o desempenho dos carros em um dos cenários mais desafiadores do calendário.
Uma das principais novidades, é a proibição do uso do chamado ‘modo de reta’ durante toda a volta, tanto na sessão de classificação quanto na corrida. Com isso, os pilotos terão de utilizar as asas dianteira e traseira fechadas durante todo o percurso. Essa decisão foi tomada principalmente por razões de segurança, já que a ativação desse modo aumentaria significativamente a velocidade máxima dos carros, em um circuito com poucas áreas de escape e frenagens críticas.
De acordo com a FIA, permitir o uso desse recurso na reta principal não aumentaria de forma significativa as chances de ultrapassagem, mas elevaria os riscos de acidentes devido à redução da aderência nas zonas de frenagem. A medida busca evitar situações potencialmente perigosas sem comprometer a dinâmica da disputa.

Outra alteração importante será a introdução de um novo mapeamento de energia chamado ‘Rev1’. O sistema foi desenvolvido para limitar a entrega de energia da parte elétrica da unidade de potência em determinadas velocidades e setores do circuito.
Além disso, a partir de 1º de junho, a FIA passará a medir a taxa de compressão dos motores também em temperaturas elevadas, chegando a 130°C. A mudança atende a pedidos feitos por algumas equipes, após questionamentos envolvendo o motor Mercedes. Embora Toto Wolff tenha afirmado que a alteração terá impacto mínimo no desempenho da fabricante alemã, será observado se os carros equipados com essa unidade de potência apresentarão alguma mudança de competitividade.
No aspecto técnico, Ferrari e McLaren aparecem como as equipes mais bem posicionadas para aproveitar as características de Mônaco. A Ferrari é apontada como forte candidata por conta de seu equilíbrio mecânico e aerodinâmico, enquanto a McLaren pode se beneficiar de um carro mais ágil em curvas lentas e trechos sinuosos.
Já Mercedes e Red Bull Racing chegam com mais dúvidas. A Mercedes demonstrou força em curvas rápidas e retas ao longo da temporada, características menos relevantes nas ruas de Monte Carlo. A Red Bull, por sua vez, ainda enfrenta dificuldades relacionadas à carga aerodinâmica e à aderência mecânica, fatores considerados essenciais para um bom desempenho no tradicional circuito monegasco.
