A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou que o GP da Hungria de Fórmula 1 terá quatro zonas de aerodinâmica ativa neste fim de semana, no Hungaroring, em Budapeste. A etapa será a 11ª da temporada 2026 e marcará a última corrida antes do recesso de verão da categoria.
A aerodinâmica ativa substituiu parcialmente o antigo DRS. O sistema permite que os pilotos abram as asas dianteira e traseira nas retas para reduzir o arrasto. A quantidade de zonas varia de acordo com as características de cada circuito: em Spa, a FIA estabeleceu cinco áreas, o maior número desde a etapa de abertura na Austrália.

No Hungaroring, duas zonas estarão nos mesmos locais onde antes funcionava o DRS: a reta de largada e chegada e o trecho entre as curvas 1 e 2. As novidades serão a ativação do SM na subida para a curva 4 e na curta reta entre as curvas 11 e 12.
O ponto de detecção do novo modo de ultrapassagem, que fornece um impulso de energia ao piloto que estiver a menos de um segundo do carro à frente, ficará na entrada da última curva, enquanto a ativação ocorrerá na saída.
A aerodinâmica ativa foi proibida no GP de Mônaco devido ao traçado estreito e sinuoso do circuito de rua. O sistema também tem sido um desafio para a Red Bull, que enfrentou problemas com a asa traseira e apontou um defeito no religamento do fluxo de ar como possível causa dos acidentes de Max Verstappen na Áustria e na Grã-Bretanha.
Na Bélgica, a equipe de Milton Keynes voltou a utilizar sua asa traseira de especificação anterior. O diretor técnico Pierre Waché confirmou que o problema foi corrigido e indicou que a chamada asa traseira “Macarena” pode retornar na Hungria, embora ainda não esteja definido se será usada na classificação e na corrida.
