A Ferrari chega a Madri para o próximo GP de Fórmula 1 diante de um cenário completamente diferente do encontrado em Monza. O traçado de 22 curvas do Madring privilegia o desempenho nas curvas, justamente uma das principais características do SF-26, e pode oferecer à equipe uma oportunidade de reagir após um fim de semana difícil na Itália.
Lewis Hamilton terminou o GP da Itália apenas na sexta posição, enquanto Charles Leclerc abandonou a prova ainda na segunda volta, após o acidente na Parabólica. Com o resultado, Hamilton ficou 76 pontos atrás de Kimi Antonelli na liderança do campeonato, restando dez etapas para o fim da temporada.
O circuito de Madri tem 5,416 km e combina curvas apertadas, características de circuitos de rua, na região dos pavilhões de exposição, com trechos de alta velocidade em Valdebebas. O destaque é La Monumental, uma curva inclinada de 550 metros e 24% de inclinação, que será a mais longa curva inclinada da história da Fórmula 1 e não possui equivalente no calendário atual.

Se as longas retas de Monza evidenciaram a deficiência de potência da Ferrari, o desenho sinuoso de Madri tende a favorecer o ponto forte do SF-26. Ao longo de 2026, o carro mostrou desempenho particularmente forte em curvas de média e alta velocidade, característica que também foi reconhecida por Mercedes, McLaren e Red Bull.
A Ferrari ainda terá uma vantagem que nenhuma rival poderá igualar: conhecimento prévio do circuito. Em 9 de julho, Hamilton e Leclerc completaram os 200 quilômetros permitidos em um dia de filmagem com o SF-26, fornecendo à equipe dados sobre pontos de frenagem, zebras e características do traçado antes mesmo do primeiro TL1.
Para Fred Vasseur, a etapa espanhola também representa uma oportunidade de recuperar o ambiente dentro da equipe. “Todos sentimos que falhamos em alguma coisa, mas tenho certeza de que voltaremos na próxima semana muito mais fortes”, afirmou o chefe da Ferrari após Monza.
