F1: Ferrari usa pausa para trabalhar e reduzir distância para Mercedes

A Ferrari está aproveitando a pausa forçada de cinco semanas na Fórmula 1, para intensificar o desenvolvimento do carro e tentar reduzir a diferença para a Mercedes. A equipe italiana manteve um ritmo intenso de trabalho durante esse período, focando em melhorias técnicas e operacionais antes da retomada da temporada.

Mesmo com um início de temporada mais promissor do que em 2025, a Ferrari ainda não conseguiu alcançar o desempenho dos líderes. A equipe de Maranello mostrou competitividade em alguns momentos, mas segue atrás da Mercedes, que lidera ambos os campeonatos, enquanto a McLaren também demonstrou evolução recente.

Os resultados iniciais indicaram progresso. Lewis Hamilton conquistou seu primeiro pódio com a Ferrari na China, enquanto Charles Leclerc terminou em terceiro lugar na Austrália e no Japão. Mesmo assim, o desempenho do SF-26 ainda não foi suficiente para colocar a equipe no topo de forma consistente.

Durante a pausa, a Ferrari realizou dois testes, um no Circuito de Fiorano e outro em Monza, ambos em parceria com a Pirelli.

O diretor técnico da Scuderia, Loic Serra, destacou a importância do período sem corridas para aprofundar as análises: “Ter mais tempo disponível nos permitiu aprofundar nossa análise. Como você não enfrenta imediatamente uma nova enxurrada de dados da corrida seguinte, é possível se concentrar mais nos detalhes”, afirmou.

Esse trabalho não se limitou ao desenvolvimento técnico. O diretor esportivo Diego Ioverno, afirmou que a equipe manteve uma rotina intensa durante a pausa: “Que pausa? Não houve pausa alguma. Simplesmente escolhemos não deixá-la acontecer. Preenchemos as semanas com atividades que não estavam planejadas ou reorganizamos as que já estavam”, disse ele.

Charles Leclerc (MON) Scuderia Ferrari SF-26.
Foto: XPB Images

Segundo Ioverno, a Ferrari também intensificou o treinamento de pit stops, já que a equipe chegou à primeira corrida com menos sessões do que o habitual: “A temporada de testes foi muito intensa e conseguimos completar apenas um terço dos pit stops planejados”, explicou, acrescentando que o trabalho foi realizado em turnos diurnos e noturnos.

O dirigente afirmou ainda que a pausa inesperada foi positiva para recuperar o atraso: “Não há uma corrida em que a equipe de pit stop seja exatamente a mesma da anterior, então esta pausa foi uma dádiva. Conseguimos recuperar as sessões que não pudemos fazer em janeiro e fevereiro”, completou.

Com a Mercedes na liderança e a McLaren se aproximando, a Ferrari sabe que não pode desperdiçar nenhuma oportunidade. A equipe italiana aposta no trabalho realizado durante a pausa para voltar mais forte a partir do GP de Miami.



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