F1: Ferrari arrisca com novo conceito para 2026

A Ferrari planeja um projeto ousado para 2026, ano em que a Fórmula 1 passará por uma das maiores mudanças de regulamento de sua história. O objetivo é claro: encerrar um jejum de títulos que já dura desde 2008, colocando Charles Leclerc e Lewis Hamilton em condições de disputar diretamente o campeonato.

De acordo com a imprensa italiana, a Scuderia busca maior flexibilidade no desenho aerodinâmico e no chassi, pontos que têm gerado dificuldades nesta temporada. Para isso, aposta em um motor o mais leve possível, embora os novos V6 híbridos sejam cerca de 30 kg mais pesados que os atuais.

A tentativa de compensar o aumento de peso pode levar a Ferrari a adotar soluções semelhantes ao polêmico Mercedes W13, com sidepods reduzidos para poupar peso.

No entanto, o projeto já enfrenta obstáculos. Dois nomes de peso da divisão de motores deixaram Maranello para se unir ao projeto da Audi na F1: Wolf Zimmermann, chefe de desenvolvimento de motores, e seu adjunto Lars Schmidt. Ambos seguem para trabalhar novamente com Mattia Binotto, ex-chefe da Scuderia e atualmente na Sauber (Audi a partir de 2026).

Lewis Hamilton (GBR) Ferrari SF-25.
Foto: XPB Images

O jornalista Leo Turrini destacou em seu blog a preocupação com o momento das saídas, lembrando que ainda não houve testes completos do novo motor em bancada, a poucos meses da homologação: “Primeira hipótese: as dúvidas sobre o motor de 2026 são reais, e a saída desses funcionários é resultado de uma decepção que, espera-se, seja desmentida pelos fatos. Segunda: Zimmermann e Schmidt foram convencidos por Binotto, que encontrou os argumentos para levá-los para a Audi”, escreveu ele.

Ele também ponderou sobre o impacto da instabilidade em Maranello: “Depois disso, vale cultivar a esperança de que Fred Vasseur sabe o que está fazendo. Troca de engenheiros é normal na F1. A falta de resultados facilita os rumores. Vencer ajuda, mas quando se perde, não é improvável que vire um tipo de Grand Hotel. Pessoas vão, pessoas vêm…”, completou.

A pressão é enorme, pois além da ambição de voltar ao topo, a Ferrari encara o desafio de equilibrar riscos técnicos com a necessidade de entregar resultados consistentes em um cenário de mudanças radicais.



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