Max Verstappen voltou ao centro das especulações na Fórmula 1, após o ex-piloto da categoria, Christijan Albers, defender uma futura ida do piloto para a Ferrari. O ex-piloto afirmou que espera ver o tetracampeão permanecendo na Red Bull Racing até 2027, antes de assumir o lugar de Lewis Hamilton na equipe italiana um ano depois.
Essa possibilidade ganhou força em meio às discussões sobre o futuro regulamento das unidades de potência da F1. Verstappen já deixou claro que considera essencial uma mudança na divisão entre motor a combustão e bateria, para seguir competindo além de 2026, algo que ainda divide fabricantes e a FIA.
Atualmente, o equilíbrio é de 50/50 entre combustão e energia elétrica. FIA, Mercedes e Red Bull Powertrains-Ford defendem uma mudança para 60/40 já em 2027, enquanto Ferrari e Audi preferem adiar qualquer alteração até 2028. Segundo o texto, Verstappen considera o modelo 60/40 o mínimo aceitável para continuar na categoria.
Mesmo após o holandês afirmar no Canadá que poderia deixar a Fórmula 1 caso a mudança não aconteça, Albers não acredita nessa possibilidade: “Se eu tivesse que aconselhá-lo, diria para não parar, porque ficaria tudo muito chato. Ele teria que começar a fazer outras coisas de repente, categorias onde não existe muita disputa”, afirmou o ex-piloto no podcast de F1 do jornal De Telegraaf.
O atual comentarista ainda revelou ter feito um pedido direto ao compatriota: “Vou pedir novamente em Mônaco. Que ele pilote mais um ano na Red Bull e depois vá para a Ferrari em 2028. Não sou muito de falar essas coisas, mas apreciaria muito isso. Espero falar com ele em Mônaco para pedir novamente”, afirmou.

Albers comparou a situação atual de Verstappen, com a trajetória de Michael Schumacher nos anos 1990. O alemão trocou a Benetton pela Ferrari em um período em que a equipe italiana ainda buscava voltar ao topo da Fórmula 1, iniciando um longo processo de reconstrução que terminou em domínio na categoria.
Para o ex-piloto, Verstappen já alcançou um patamar semelhante ao de Schumacher e poderia repetir esse impacto em Maranello: “Acho que ele deveria aceitar um desafio como Michael Schumacher fez. Ele já se tornou grande o suficiente para isso. Acredito que possa fazer essa diferença na Ferrari”, acrescentou.
Apesar de reconhecer que seria difícil levar pessoas de confiança da Red Bull para a Ferrari, já que muitos integrantes importantes deixaram a equipe nos últimos anos, Albers não escondeu o entusiasmo com a ideia: “Vocês viram aqueles macacões vermelhos quando os três estavam lá depois da corrida? Que diferença de presença. Aqueles macacões vermelhos com listras brancas são os mais bonitos de todo o grid”, completou.
