A Red Bull chamou atenção no GP da Áustria de Fórmula 1 do último domingo (28) com um grande pacote de atualizações. Entretanto, segundo o ex-mecânico da equipe Calum Nicholas, parte do ganho de desempenho pode ter vindo de um fator pouco visível, pois disse crer que um programa de redução de peso teve papel importante na evolução do carro.
A equipe de Milton Keynes levou sete modificações ao Red Bull Ring. As mudanças envolveram entradas dos sidepods, tampa do motor, partes superior e inferior do assoalho, região traseira e carenagens da suspensão, com foco em melhorar o fluxo de ar e aumentar a eficiência aerodinâmica.
Durante o podcast Talking Bull, Nicholas afirmou que o conjunto de mudanças chegou a lembrar um carro da especificação B. “Quando você olha o documento da FIA, quase tudo é relacionado ao condicionamento do fluxo de ar. O objetivo foi extrair mais carga aerodinâmica e tornar o carro mais eficiente. É tanta coisa que quase parece um carro B”, afirmou.

“Começamos a temporada muito acima do peso mínimo. Fico pensando quanto do desempenho veio de componentes que ficam sob a carroceria, que não são visíveis ou não precisam ser declarados à FIA. Esses detalhes também podem render muito tempo por volta”, explicou. Segundo Nicholas, o processo consiste em encontrar pequenos ganhos em diversas áreas, e não apenas em uma peça específica.
As atualizações da Red Bull surtiram efeito na Áustria. Max Verstappen terminou a corrida na segunda posição, seu melhor resultado na temporada 2026 da F1, enquanto Isack Hadjar, cruzou a linha de chegada em sexto lugar após ter largado em oitavo.
