A estratégia de uma parada aparece como a principal opção para o GP da Bélgica de Fórmula 1. A baixa degradação observada nos treinos colocou a combinação de pneus Médios e Duros como o caminho mais rápido para as 44 voltas em Spa-Francorchamps.
As simulações apontam que uma estratégia com duas paradas pode custar cerca de dez segundos em relação à alternativa mais eficiente. Para quem largar com os Médios, a janela ideal de troca para os Duros fica entre as voltas 17 e 23, permitindo um primeiro trecho mais longo e maior flexibilidade diante de uma eventual intervenção do safety car.

Os Macios, porém, também surgiram como uma opção competitiva. O composto apresentou vantagem próxima de meio segundo sobre os Médios, mas sem a degradação elevada normalmente associada a esse ganho de desempenho. Nesse cenário, a troca dos Macios para os Duros seria feita entre as voltas 14 e 20. “Esperamos uma divisão no grid, com o primeiro trecho nos Médios ou nos Macios e depois a mudança para os Duros”, afirmou Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli.

Pilotos que largam mais atrás podem adotar uma estratégia invertida, começando com os Duros para permanecer na pista enquanto o pelotão intermediário entra nos boxes. A mudança para os Médios teria como janela ideal as voltas 24 a 30, enquanto a opção por Macios no trecho final levaria a parada para o intervalo entre as voltas 27 e 33. Lando Norris, 13º, e Isack Hadjar, 21º, estão entre os nomes que podem buscar uma alternativa para recuperar posições.

A previsão indica 19°C e nenhuma possibilidade de chuva, o que reduz a influência do clima nas decisões. Uma parada em bandeira verde representa perda aproximada de 18s5, contra 11 segundos sob safety car ou safety car virtual, fator que pode mudar completamente o momento das trocas. Os dados de sexta-feira também colocaram a Mercedes como referência no ritmo de corrida, com Ferrari, McLaren e Red Bull separadas por menos de quatro décimos por volta.
