Isack Hadjar temeu que fosse perder seu primeiro pódio com a Red Bull conquistado no GP de Mônaco da Fórmula 1 por uma possível penalização durante período de bandeira vermelha. Mas o francês escapou de ser punido – e esse é o motivo.
O francês estava com um final de semana complicado em Monte Carlo e durante a corrida do domingo (7), vinha com problemas. Mesmo assim, conseguiu garantir a terceira colocação final, aproveitando abandonos de Max Verstappen, Charles Leclerc, Lando Norris, penalizações de George Russell e Pierre Gasly.
Entretanto, o piloto estava sob investigação e com seu pódio ameaçado – durante a bandeira vermelha, a Red Bull trabalhou no carro de Isack por conta da questão do motor e a aparente falta de potência. “Enfrentamos diversos problemas com este carro desde o início da corrida. Como podem imaginar, isso teve muitas consequências na gestão de energia e em outros aspectos”, disse Laurent Mekies.

“O equilíbrio da frenagem foi muito, muito difícil para ele. Os problemas se agravaram bastante depois que ele passou pela área de escape na chicane. Felizmente, ele conseguiu terminar em terceiro”, continuou.
O chefe da Red Bull na F1, então, explicou que durante a interrupção da prova, foram feitos trabalhos no RB22 de Hadjar para resolver o problema. O dirigente afirmou que houve “alguma confusão” sobre o que era e o que não era permitido. “Recebemos instruções para deixar o carro como estava”, falou.
“Preciso analisar isso com a equipe, mas, nesse tipo de situação, você simplesmente segue as instruções da FIA. Como eu disse, preciso revisar a sequência, mas eles deixaram claro que queriam que mantivéssemos os componentes originais”, completou.
No final, então, os comissários determinaram que o trabalho feito no carro de Hadjar, de fato, geralmente não é permitido. E há apenas uma exceção: segurança. Nesse caso, a segurança estava em jogo, então, consequentemente, houve “uma certa tolerância” para a Red Bull.
