A situação no Oriente Médio pode afetar a cobertura televisiva da Fórmula 1. Depois de algumas emissoras da MotoGP optarem por não enviar equipes ao GP do Catar, canais que acompanham a F1 estudam adotar a mesma medida nas etapas do Catar e de Abu Dhabi.
Segundo o jornal alemão BILD, Canal+, da França, Servus TV, da Áustria, e DAZN, da Espanha, planejam não enviar profissionais para as duas corridas, caso sejam realizadas. A Sky Sports, que transmite a categoria no Reino Unido, na Alemanha e na Itália, também estaria avaliando a possibilidade.
O cenário é parecido com o enfrentado pela MotoGP neste fim de semana. A categoria disputa o GP do Catar em Lusail, prova que foi transferida de abril para novembro por causa do conflito na região. Mesmo com a manutenção da etapa, algumas emissoras decidiram fazer a cobertura a distância, sem enviar suas equipes de televisão ao circuito.

Apenas a DAZN levou profissionais ao local. TNT Sports, do Reino Unido, e Sky Sports, na Alemanha e na Itália, estão entre as empresas que optaram por acompanhar a etapa remotamente. A preocupação também chegou às equipes: a Yamaha retirou seus dois times dessa etapa da competição, deixando de fora Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Toprak Razgatlioglu.
A MotoGP manteve a realização do evento depois de consultar autoridades do Catar, representantes do circuito de Lusail e especialistas em segurança. Ainda assim, pilotos haviam pedido garantias adicionais sobre os procedimentos de evacuação e os seguros para quem participa da competição.
Na Fórmula 1, a possível ausência das emissoras não seria a única mudança. Ainda segundo o BILD, funcionários de um fabricante de equipamentos esportivos que fornece material para várias equipes também não viajarão para os GPs do Catar e de Abu Dhabi. Esses profissionais costumam acompanhar as corridas diretamente do paddock.
Por enquanto, as duas etapas seguem previstas no calendário, mas a situação na região já provoca mudanças na preparação de quem trabalha nos bastidores das categorias.
