A primeira avaliação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sobre as chamadas Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) trouxe um resultado inesperado para a Red Bull, que foi apontada como referência no desempenho do motor de combustão interna, situação que impede qualquer evolução imediata do propulsor.
Os resultados da análise foram apresentados às equipes durante o fim de semana do GP de Mônaco. Conforme definido previamente pela FIA, a avaliação considerou exclusivamente o desempenho do motor de combustão interna (ICE), sem incluir os componentes elétricos da unidade de potência.

Antes da divulgação dos dados, a expectativa geral era de que a Mercedes ocupasse a posição de referência, especialmente diante do domínio demonstrado pela equipe alemã ao longo da atual temporada. Entretanto, a avaliação indicou um cenário diferente: a Red Bull Ford Powertrains foi considerada a fabricante com o motor de combustão mais forte do grid.
Apesar de o resultado representar um feito técnico importante para a Red Bull Ford, de acordo com o portal GPBlog, a decisão não foi recebida de forma totalmente positiva dentro da equipe, que optou por não comentar oficialmente o assunto.
A possibilidade de contestação também parece limitada. Segundo informações obtidas pelo mesmo portal, os resultados da avaliação não podem ser formalmente contestados, ainda que o chefe da equipe Red Bull, Laurent Mekies, tenha afirmado que os números ainda não são oficiais.
Embora a FIA ainda não tenha publicado oficialmente a avaliação, a expectativa é de que não ocorram alterações significativas nos resultados apresentados. Dessa forma, até a realização de uma nova análise, a Red Bull deverá acompanhar o desenvolvimento dos motores rivais sem poder promover atualizações em sua própria unidade de potência.
