Gabriel Bortoleto e Franco Colapinto defenderam a atuação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) no combate ao abuso online durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira (5), em Interlagos. Os dois pilotos destacaram a importância de manter ações constantes para evitar ataques a competidores e outros profissionais da Fórmula 1.
O brasileiro comentou o comportamento de quem utiliza as redes sociais para ofender pilotos. Bortoleto diferenciou críticas feitas pessoalmente dos ataques anônimos na internet e elogiou a postura da federação: “Sim, acho que a FIA vem fazendo um trabalho muito bom nisso”, disse. “Eles fazem isso porque estão atrás da tela. Então, sabe, fico feliz se alguém quiser vir até a minha cara e dizer algo, sabe, aí é um assunto diferente. Mas o abuso online é para covardes, e tenho certeza de que a FIA vem cuidando disso de uma forma muito boa. Eles têm sido proativos.”
Colapinto também apoiou as medidas e afirmou que vem enfrentando o problema ao longo da temporada. O argentino, porém, ressaltou que a luta precisa continuar, sem que o assunto seja deixado de lado: “É ótimo. Acho que, sabe, venho lutando muito contra isso este ano e não quero falar muito mais sobre o assunto.”

O piloto da Alpine ainda destacou a importância do envolvimento de equipes e pessoas do paddock para melhorar o cenário nas redes sociais. “Precisamos ficar de olho e continuar, é claro, entendendo como podemos melhorar e, sim, simplesmente não deixar isso de lado. Temos que ser muito proativos nas coisas que estamos fazendo. Eu, com a equipe, com a Alpine e todos no paddock, temos lutado muito contra isso.”
Colapinto foi um dos pilotos mais afetados por esse tipo de situação em 2026. Em setembro, Pierre Gasly revelou que ele, sua namorada e sua família receberam ameaças após um incidente entre os companheiros da Alpine no GP da Espanha. Flavio Briatore chegou a dizer que o argentino poderia deixar de falar com a imprensa de seu país caso os ataques continuassem.
O problema também atingiu outros nomes. Mohammed Ben Sulayem afirmou, durante o GP dos Estados Unidos, que Gasly havia recebido 13 mil ameaças de morte. Já Esteban Ocon foi ameaçado após uma colisão com Colapinto no GP da China, enquanto comissários da FIA também foram alvo de ataques depois de penalizarem o argentino na Holanda.
No mês passado, Max Verstappen também se manifestou sobre o assunto após seu companheiro na GT3, Chris Lulham, receber ataques depois da final do GT World Challenge Europe, em Portimão.
