Gabriel Bortoleto resumiu a primeira temporada da Audi na Fórmula 1 em uma palavra: “Resiliência”. Durante o dia de mídia do GP de São Paulo, nesta quinta-feira (5), o brasileiro falou sobre os desafios enfrentados pela equipe em 2026 e destacou a capacidade de reagir às dificuldades sem deixar de evoluir ao longo do campeonato.
Entre os momentos mais complicados, Bortoleto lembrou do GP dos Estados Unidos, em Austin. Apesar de ter apresentado um bom ritmo durante o fim de semana, o piloto já sabia que precisaria largar da última posição por conta de uma punição: “Era um final de semana em que eu estava voando o tempo todo e sabia que ia ter que largar de último”, recordou.
O brasileiro também citou os problemas mecânicos e as dificuldades enfrentadas no México. Ainda assim, avaliou que a Audi conseguiu dar respostas positivas, principalmente com as atualizações levadas para a pista durante a temporada.

“Depois de tudo isso, a gente conseguiu levantar a cabeça, trabalhar como equipe, continuar trazendo upgrades para o carro, que funcionaram muito bem, todos os que trouxemos até agora, e continuar evoluindo como equipe e aprendendo com os nossos erros”, concluiu.
Outro ponto abordado foi a dificuldade da Audi nas largadas. Bortoleto explicou que a equipe já identificou a origem do problema, mas a solução depende de mudanças no hardware que só poderão ser feitas para a próxima temporada.
“A gente tem clareza de quais são os motivos pelos quais não conseguimos largar bem. Infelizmente, são coisas que não podemos resolver ainda para este ano”, explicou.
Segundo o piloto, a limitação acaba colocando a Audi em desvantagem mesmo quando a largada é bem executada: “A gente pode fazer uma largada muito boa, que vai ser igual a uma largada mediana de outra equipe”, afirmou.
