A FIA anunciou na quarta-feira (10), mudanças importantes nos regulamentos técnicos da Fórmula 1 para os próximos anos, alterando a distribuição de potência das futuras unidades de potência. A decisão recebeu elogios do presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, que destacou o trabalho conjunto entre FIA, Fórmula 1, equipes e fabricantes, para chegar a uma solução.
Essas alterações foram desenvolvidas após críticas ao conceito que prevê uma divisão de 50% da potência entre o motor a combustão interna e os sistemas elétricos. A configuração vinha gerando preocupações porque, quando a carga da bateria se esgota, os carros acabam perdendo uma parcela significativa de seu desempenho.
Após semanas de discussões entre a FIA, a Fórmula 1 e os fabricantes de unidades de potência, foi definido um novo caminho para o regulamento. O objetivo é aumentar a participação do motor a combustão interna e reduzir a dependência dos sistemas elétricos, buscando uma distribuição final de 60% para o motor térmico e 40% para a parte elétrica.
Porém, a implementação será gradual. Em 2027, a divisão passará para 58% de potência proveniente do motor a combustão interna e 42% dos sistemas elétricos. Já em 2028, a meta estabelecida é alcançar o equilíbrio de 60% e 40%.
Para viabilizar essa mudança, o fluxo de combustível destinado ao motor a combustão interna será ampliado. O aumento previsto é de 5% em 2027 e de 13% em 2028, permitindo que a parcela de potência gerada pelo motor térmico seja ampliada conforme o planejado.

As modificações ainda serão submetidas à aprovação formal do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA em 23 de junho. A expectativa, no entanto, é de que o pacote seja ratificado sem dificuldades.
Comentando o anúncio, Ben Sulayem destacou a capacidade da categoria em se adaptar aos desafios ao longo de sua história: “A Fórmula 1 sempre evoluiu para enfrentar novos desafios e aproveitar novas oportunidades”, afirmou.
O dirigente também destacou que as alterações são resultado de um esforço coletivo para preservar a competitividade, a inovação tecnológica e a sustentabilidade da categoria: “Essas mudanças propostas refletem o trabalho colaborativo que está acontecendo em todo o esporte para garantir que os regulamentos continuem apoiando corridas emocionantes, inovação tecnológica e sustentabilidade de longo prazo. A FIA tem a responsabilidade de proteger o futuro do campeonato, e esses ajustes fazem parte desse compromisso”, acrescentou.
Ben Sulayem encerrou agradecendo à equipe da FIA, às equipes, ao Formula One Group (FOM) e aos fabricantes de unidades de potência pela abordagem construtiva adotada nas negociações.
