F1: Audi reconhece dificuldades e prepara atualizações no motor

A Audi reconheceu os desafios enfrentados em sua estreia como fabricante de unidades de potência na Fórmula 1, e já trabalha em atualizações para reduzir a diferença para os concorrentes. A marca alemã considera fundamental aproveitar as oportunidades de desenvolvimento disponíveis para aumentar o desempenho ao longo da temporada.

Essa questão é especialmente importante, porque a fabricante entrou na categoria este ano como fornecedora própria de unidades de potência, ao mesmo tempo em que passou a operar como equipe de fábrica após a aquisição da Sauber. Apesar de resultados consistentes nas primeiras etapas, o desempenho ainda está abaixo do esperado.

Nas sete primeiras corridas de 2026, Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto conseguiram terminar todas as provas em posições não inferiores ao 13º lugar. Mesmo assim, os dois pontos conquistados por Bortoleto na etapa de abertura em Melbourne, seguem sendo o único resultado da Audi dentro do top-10 nesta temporada até o momento.

Hulkenberg esteve perto de ampliar essa marca no GP de Barcelona, mas sofreu um abandono por uma circunstância incomum. Um pedaço de cascalho lançado pelo carro de Liam Lawson atingiu o sistema de desligamento localizado na lateral do carro, desligando completamente o equipamento do piloto alemão.

Além dos resultados discretos, a Audi também enfrentou problemas de confiabilidade e desempenho em sua unidade de potência. Tanto Hulkenberg quanto Bortoleto já apontaram a falta de potência, como uma das limitações do conjunto utilizado pela equipe.

F1: Audi reconhece dificuldades e prepara atualizações no motor
Foto: Audi

De acordo com alguns observadores, a unidade de potência da Audi estaria na quarta posição entre os fabricantes, à frente apenas da Honda. Esse cenário permitiria à marca utilizar duas atualizações no motor a combustão ainda nesta temporada e outras duas em 2027, criando uma oportunidade importante para evolução.

Allan McNish, diretor de competição da Audi, admitiu que o projeto tem exigido um grande esforço da fabricante: “Sabíamos que a primeira temporada da unidade de potência seria sempre difícil, construindo tudo do zero. Houve áreas em que trabalhamos muito e também melhoramos bastante a confiabilidade”, afirmou.

O dirigente destacou ainda, a complexidade do desafio enfrentado pela equipe: “Foi uma situação muito complexa e nunca seria fácil surgir com a melhor unidade de potência de todas. Quanto à nossa posição atual, não acredito que isso tenha sido um fator nos problemas que tivemos em Barcelona. Obviamente estamos analisando como podemos melhorar isso, juntamente com todos os outros aspectos do carro e da equipe”, finalizou o ex-piloto.