Líder do campeonato conquista a quinta vitória consecutiva após controlar a prova desde a pole-position; Leclerc abandona em casa e corrida termina marcada por Safety Car, bandeira vermelha e diversas punições
Kimi Antonelli conquistou neste domingo (7) sua quinta vitória consecutiva na temporada 2026 da Fórmula 1 ao vencer o Grande Prêmio de Mônaco. O piloto da Mercedes largou da pole-position, liderou praticamente toda a corrida e cruzou a linha de chegada à frente de Lewis Hamilton, da Ferrari, e de Isack Hadjar, da Red Bull, que terminou provisoriamente em terceiro.
O resultado amplia ainda mais a vantagem de Antonelli na liderança do campeonato. Além da vitória, o italiano foi beneficiado por mais um fim de semana complicado de seu principal adversário. George Russell, que aparecia como um dos favoritos após o forte desempenho da Mercedes durante o fim de semana, recebeu múltiplas punições durante a corrida e perdeu a chance de lutar pelo pódio, enquanto Max Verstappen abandonou ainda nas voltas iniciais.
A prova terminou sob forte expectativa por possíveis mudanças no resultado. Hadjar segue sob investigação por duas infrações distintas, uma durante o período de Safety Car e outra durante a bandeira vermelha. Sergio Pérez, que terminou provisoriamente dentro da zona de pontuação, também era investigado por largar fora da posição correta no grid.
Em uma corrida marcada por abandonos, punições, Safety Car, bandeira vermelha e uma relargada parada nas voltas finais, Antonelli administrou a corrida com autoridade desde a largada e transformou a pole-position em mais uma vitória para a Mercedes.
A largada trouxe o primeiro grande acontecimento da corrida. Max Verstappen, que partia da primeira fila ao lado de Antonelli, teve problemas quando as luzes se apagaram e ficou parado no grid. O holandês ainda conseguiu evitar um acidente maior ao jogar o carro para fora da trajetória dos demais competidores, mas sua corrida praticamente terminou ali. Com dificuldades evidentes, passou reto em algumas chicanes nas voltas seguintes e acabou recolhendo o carro aos boxes para abandonar definitivamente na volta 3.
Antonelli aproveitou a situação para assumir o controle absoluto da prova. Sem a pressão da Red Bull, o italiano rapidamente abriu vantagem sobre Hamilton e Charles Leclerc, que herdaram as posições de pódio provisórias.
Mais atrás, Gabriel Bortoleto iniciou sua recuperação após largar dos boxes. O brasileiro enfrentou problemas mecânicos antes da corrida e não conseguiu alinhar no grid. Com estratégia diferente da maioria do pelotão, utilizando pneus macios, passou pelos boxes logo na primeira volta, assim como Valtteri Bottas e Oliver Bearman, numa tentativa de antecipar uma das trocas obrigatórias de compostos.

A corrida rapidamente assumiu o tradicional perfil de Mônaco: poucas ultrapassagens e muitas disputas estratégicas. George Russell passou grande parte da prova preso atrás de Isack Hadjar, que enfrentava dificuldades com o carro, mas conseguia manter o piloto da Mercedes atrás. Mesmo reclamando pelo rádio sobre o ritmo do adversário, Russell não encontrava espaço para atacar.
Na frente, Antonelli administrava a vantagem com tranquilidade. Em determinado momento, já possuía mais de dez segundos sobre Hamilton, controlando completamente o ritmo e neutralizando qualquer possibilidade de undercut durante a janela de pit stops.
O primeiro abandono relevante após Verstappen foi o de Valtteri Bottas, que deixou a corrida por problemas nos freios. Pouco depois, Oliver Bearman também recolheu sua Haas para os boxes.
As punições começaram a aparecer ao longo da prova. Sergio Pérez recebeu um drive-through por queima de largada. Mais tarde, Hamilton e Russell foram penalizados em cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane. Pierre Gasly, Oscar Piastri e Franco Colapinto também receberam punições semelhantes.
Enquanto isso, Leclerc iniciava uma aproximação sobre Hamilton. O monegasco parecia ter ritmo suficiente para pressionar o companheiro de Ferrari e sonhar com o segundo lugar diante da torcida local.
O cenário mudou completamente na volta 61. Lance Stroll bateu na Rascasse e provocou a entrada do Safety Car. A neutralização embaralhou as estratégias e ofereceu uma parada praticamente gratuita para grande parte do pelotão.
Leclerc foi um dos pilotos prejudicados pela situação. O piloto da Ferrari perdeu parte da vantagem estratégica que possuía em relação a Hamilton após as trocas realizadas sob bandeira amarela.
A corrida parecia encaminhada para terminar atrás do Safety Car, mas a direção de prova decidiu relançar a disputa. Pouco depois da relargada, veio o momento mais dramático do GP.
Na volta 66, Leclerc perdeu o controle de sua Ferrari exatamente no mesmo ponto onde Stroll havia batido anteriormente. O carro escapou na frenagem, atingiu as barreiras e provocou uma nova neutralização. O acidente causou danos não apenas às proteções, mas também ao próprio asfalto da área de frenagem, obrigando a direção de prova a interromper a corrida com bandeira vermelha.
Após uma longa paralisação para reparos, a prova foi reiniciada com apenas oito voltas restantes. A nova largada embaralhou novamente a disputa pelo pódio.
Hadjar perdeu posições inicialmente, enquanto Russell avançou. No entanto, o piloto da Mercedes carregava uma situação complicada. Além da punição anterior, a FIA identificou que ele não havia cumprido corretamente a sanção durante a neutralização e aplicou um drive-through. Quando finalmente cumpriu a punição, caiu para trás de diversos adversários e perdeu qualquer chance de brigar pelas primeiras posições.
Gasly chegou a ocupar a terceira posição na pista após a relargada, mas sua penalização de cinco segundos acabou custando o lugar no pódio. Com isso, Hadjar herdou provisoriamente a terceira colocação, embora ainda permanecesse sob investigação após a bandeirada.
Nas voltas finais, Antonelli apenas administrou a vantagem. Sem qualquer ameaça real, o italiano recebeu a bandeira quadriculada para conquistar mais uma vitória dominante e reforçar sua condição de principal nome da temporada.
Hamilton confirmou o segundo lugar e garantiu mais um importante resultado para a Ferrari. Hadjar cruzou a linha de chegada em terceiro e aguardava o resultado das investigações para saber se manteria seu primeiro pódio do ano.
A corrida ainda reservou drama para a Audi. Nico Hülkenberg cruzou inicialmente em posição de pontuação, mas recebeu uma punição de 10 segundos por um incidente envolvendo Carlos Sainz nas voltas finais e despencou para a 14ª colocação.
Com isso, Gabriel Bortoleto foi promovido para a 12ª posição. O brasileiro completou uma corrida de recuperação após largar dos boxes e terminou à frente de parte dos pilotos que abandonaram ou foram penalizados, embora tenha ficado fora da zona de pontuação.
A sexta etapa da temporada reforçou o momento extraordinário vivido por Antonelli. Após vencer consecutivamente no Japão, Miami, Canadá e agora em Mônaco, o italiano voltou a transformar pole-position em vitória e deixou o Principado ainda mais confortável na liderança do campeonato mundial.
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Confira o resultado do GP de Mônaco de F1:
1) Kimi Antonelli (Mercedes)
2) Lewis Hamilton (Ferrari)
3) Isack Hadjar (Red Bull/Red Bull Ford)
4) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes)
5) Liam Lawson (Racing Bulls/Red Bull Ford)
6) Arvid Lindblad (Racing Bulls/Red Bull Ford)
7) Pierre Gasly (Alpine/Mercedes)
8) Alexander Albon (Williams/Mercedes)
9) Esteban Ocon (Haas/Ferrari)
10) Sergio Pérez (Cadillac/Ferrari)
11) Fernando Alonso (Aston Martin/Honda)
12) G.Bortoleto (Audi)
13) George Russell (Mercedes)
14) Nico Hülkenberg (Audi)
15) Franco Colapinto (Alpine/Mercedes)
DNF) Carlos Sainz (Williams/Mercedes)
DNF) Charles Leclerc (Ferrari)
DNF) Lance Stroll (Aston Martin/Honda)
DNF) Lando Norris (McLaren/Mercedes)
DNF) Oliver Bearman (Haas/Ferrari)
DNF) Valtteri Bottas (Cadillac/Ferrari)
DNF) Max Verstappen (Red Bull/Red Bull Ford)
