F1: Alonso prevê mais corridas difíceis antes de evolução da Aston Martin

Fernando Alonso conseguiu marcar um ponto no GP de Mônaco de Fórmula 1, mas saiu do fim de semana longe de demonstrar satisfação com o desempenho da Aston Martin. O espanhol afirmou que a equipe ainda precisa enfrentar mais quatro ou cinco corridas complicadas, antes que as atualizações planejadas possam transformar o comportamento do carro.

O bicampeão de F1 terminou na zona de pontuação após ser promovido ao décimo lugar com a punição aplicada a Sergio Perez. O resultado ganhou ainda mais relevância pelo fato de Alonso ter largado apenas da 21ª posição no grid, e ser o primeiro ponto da Aston Martin em 2026.

Ao analisar sua corrida, o piloto espanhol destacou as dificuldades enfrentadas com o AMR26 em um circuito que não perdoa erros: “Foi difícil porque é muito fácil bater. Você está em 19º e bate no muro, então parece ridículo na TV. Como aconteceu no TL1, quando bati na freada da chicane. Você está três segundos atrás do ritmo e ainda assim bate. Não é que tenha acabado o talento, é que o carro é muito difícil e está sempre no limite”, afirmou.

O espanhol também lembrou que a estratégia adotada aumentou o desafio da prova. Segundo ele, a parada nos boxes na terceira volta obrigou a equipe a levar os pneus até o final da corrida, tornando a pilotagem de um carro já complicado ainda mais exigente. Alonso destacou que bandeiras vermelhas e outros acontecimentos ajudaram a tornar a corrida um pouco mais administrável.

Mais um tema abordado pelo experiente piloto, foi a condição da pista, especialmente na curva 19, local de acidentes durante a prova. Alonso afirmou que percebeu desde cedo a presença de resíduos fora do traçado ideal: “Achei que fossem apenas detritos no começo. Tentamos sempre ficar por dentro, mas em determinado momento estavam por toda parte. Não foi surpresa ver os acidentes”, disse ele.

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team in the FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

Apesar do ponto conquistado, o veterano fez uma avaliação extremamente crítica do carro: “Zero pontos positivos neste fim de semana. Corremos em circuitos muito diferentes neste ano e todos deixaram claras algumas das nossas fraquezas. Na Austrália vimos que o motor estava atrás. Na China percebemos problemas de energia. Em Mônaco vimos que o chassi está atrás. E em outras pistas também encontramos dificuldades”, acrescentou.

Mesmo diante do cenário negativo, Alonso acredita que a Aston Martin já identificou os problemas e trabalha em soluções específicas para cada área. Segundo ele, a equipe pretende introduzir um pacote abrangente de atualizações na segunda metade da temporada, com o objetivo de corrigir essas deficiências de uma só vez.

“Tenho total confiança na equipe, porque a nossa impressão é que o carro vai mudar drasticamente. Sabemos exatamente quais ações são necessárias em cada área. Só precisamos esperar mais quatro ou cinco corridas de resultados dolorosos”, concluiu o espanhol.