Nos últimos meses, o circuito de Spa-Francorchamps passou por uma reforma. A casa do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 recebeu importantes adequações em sua extensão. Segundo Jarno Zaffelli, designer responsável pela obra, mais de 20 layouts foram estudados para fazer a nova curva Eau Rouge.
Além de uma mudança em uma das principais curvas do circuito, a reforma visou o aumento da segurança, com novas áreas de escape e caixas de brita, e também na estrutura, como novas áreas de serviço, acesso e o aumento do escoamento de água.
A reforma no complexo de curvas Eau Rouge/Raidillon tinha como principal objetivo aumentar a segurança e a visão do espectador. Nos últimos anos, grandes acidentes aconteceram no local. Em 2019, o jovem piloto francês Anthoine Hubert morreu após um grave acidente na curva durante uma prova da Fórmula 2.
De acordo com o designer responsável pela reforma do circuito, Jarno Zaffelli, o foco crucial da obra era o aumento da segurança. “O objetivo era modernizar e melhorar a segurança do Eau Rouge”.
“Fomos contratados depois que as inundações causaram muitos danos e determinamos como restaurar a área e melhorar o show de corrida. A ideia era reduzir os solavancos, permitindo o desembolso da chuva e, em geral, tornando-o mais seguro. E garantir que a curva mais icônica do automobilismo mantivesse seu caráter único”, disse Zaffelli.
O designer revela que 20 layouts foram estudados para fazer a nova curva Eau Rouge. “No design e desenvolvimento da nova reestruturação, nós levamos em consideração os novos regulamentos e pneus da F1. Tivemos mais de 20 iterações de ‘Eau Rouge’”.
“Passamos vários dias com pilotos profissionais em nossos simuladores internos para obter seus comentários. Este trabalho nos ajudou a escolher o projeto final que foi submetido à Comissão do Circuito da FIA”, explicou ele.
Zaffelli declarou que um dos desafios enfrentados na reforma foi o recapeamento da Eau Rouge. Segundo ele, a última pavimentação feita no local aconteceu 20 anos atrás. “A última vez que a pista foi pavimentada foi há quase 20 anos, e o desempenho dos veículos de corrida e motos aumentou enormemente”.
“A tecnologia disponível para os materiais asfálticos e equipamentos de pavimentação mudou drasticamente. O principal desafio foi a inclinação da pista de 31 metros da Eau Rouge até o topo. É um desafio técnico, complicado pela época do ano em que tivemos que pavimentar com as baixas temperaturas”, afirmou o designer.
“Durante as seis horas de corrida do WEC, recebemos feedback muito positivo de equipes, engenheiros de corrida, fabricantes de pneus e pilotos. Os carros sentirão a diferença entre o novo asfalto e o antigo, mas sabemos que este ano os carros de F1 são geralmente mais lentos que 2021, então não haverá uma diferença muito grande”, concluiu Zaffelli.
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