Desde a aquisição da F1 pela Liberty Media em 2017, os Estados Unidos têm sido apontados como uma área de expansão. Em um sinal da popularidade no país, cerca de 100 empresas americanas se tornaram parceiras da categoria.
A primeira grande parceria foi a da Netflix. A empresa foi autorizada a filmar os bastidores da F1 para a série ‘Drive to Survive’. Além disso, mais duas corridas no país foram adicionadas ao calendário, inicialmente com o GP de Miami nesta temporada e Las Vegas em 2023.
Essa expansão para um dos maiores mercados do mundo teve seus benefícios para os novos donos da F1 e uma nova pesquisa revelou que 100 empresas americanas já são parceiras da categoria de automobilismo.
A Spomotion Analytics descobriu que o número de parceiros americanos na F1 dobrou nos últimos anos e mais de 30 novos parceiros ingressaram na categoria, entre eles estão as empresas de tecnologia, como Qualcomm, Alphabet e Salesforce. As empresas de tecnologia respondem por quase metade dos novos parceiros, com a maioria deles listados na bolsa de valores dos EUA.
O aumento das parcerias do país significa que os americanos agora respondem por quase um terço de todos os parceiros, enquanto o segundo maior é o mercado do Reino Unido, com 30. Uma das equipes que exemplificam isso é a McLaren. O CEO da equipe, Zak Brown, reuniu empresas como Dell, Arrow Electronics, Alteryx Analytics, Cisco, DeWalt, Gopuff, Alphabet e Goldman Sachs. A equipe mais famosa da F1, a Ferrari, tem sete parceiros nos EUA, apenas três a menos em comparação com seu país, a Itália.
O analista de parcerias da Spomotion Analytics, Björn Stenbacka, descreveu o caso como “febre da F1” e prevê que o aumento do número de parcerias futuramente. “O que vemos é excepcional”.
“A F1 tem sido tradicionalmente ‘a série de corridas europeia’, mas não mais. Desde que a Liberty Media assumiu em 2017, muita coisa aconteceu. Os EUA são agora o mercado único mais importante para a F1, com muita atenção de fãs e empresas. Provavelmente, veremos mais empresas na categoria em 2023. Os EUA estão com a febre da Fórmula 1”, afirmou Stenbacka.
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