A Fórmula 1 está avançando nas discussões sobre possíveis ajustes na segunda metade do calendário de 2026, após os adiamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em março, motivados pelo início da Guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos e pela crise no Oriente Médio. Os adiamentos ocorreram em 14 de março, próximos às datas originais de 12 e 19 de abril, o que inviabilizou a criação imediata de substituições.
A segunda metade da temporada já é considerada cheia, com 11 corridas em 14 semanas, entre o GP da Holanda em 23 de agosto e o GP de Abu Dhabi em 6 de dezembro. Ainda assim, a F1 mantém aberta a possibilidade de reinserir uma etapa, com o fim de semana de 2 a 4 de outubro surgindo como opção, na semana anterior ao GP de Singapura.

Segundo o RacingNews365, o príncipe herdeiro do Bahrein, Salman bin Hamad Al Khalifa, esteve em Silverstone durante o GP da Inglaterra no fim de semana e participou de reuniões com o CEO da F1, Stefano Domenicali, e o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, discutindo um possível retorno da corrida do Bahrein. Fontes indicam que as negociações evoluem bem e que um acordo está próximo, embora nada tenha sido anunciado oficialmente.
Também há incertezas sobre as etapas do Catar e de Abu Dhabi. Domenicali afirmou que essas decisões devem ser tomadas “até meados de setembro”. Ele também destacou à Sky Sports F1 que qualquer decisão sobre corridas adiadas precisa ser definida “antes das férias de verão”:
“Nosso dever é garantir que estamos prontos para cumprir nosso calendário como está planejado, acima de tudo para a última corrida do ano”, disse. Ele acrescentou que a situação é monitorada de perto e que eventuais anúncios serão feitos no momento adequado, sempre priorizando a segurança.
