O primeiro-ministro da Austrália lançou novas dúvidas sobre a probabilidade do Grande Prêmio deste ano em Melbourne, realmente acontecer.
A edição 2020 de Melbourne foi cancelada no início da pandemia, enquanto sua versão de 2021 já foi adiada de março para novembro, devido às restrições de viagens, ainda por causa da pandemia.
Restrições semelhantes forçaram o cancelamento da etapa do Canadá pela segunda temporada consecutiva, enquanto seu evento substituto, o GP da Turquia, também foi cancelado devido aos procedimentos sobre viagens atuais no Reino Unido.
As fronteiras da Austrália foram efetivamente fechadas desde o início da pandemia, e provavelmente permanecerão assim até meados de 2022.
Uma das poucas aberturas, foi para o Aberto de Tênis da Austrália, que aconteceu em Melbourne em fevereiro, mas todas as chegadas foram sujeitas a uma quarentena obrigatória de 14 dias nos hotéis.
Falando na terça-feira, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, admitiu que embora seja prematuro considerar os arranjos para a Fórmula 1 e o Aberto da Austrália em janeiro, um relaxamento dos requisitos de entrada é improvável.
“O que eu observaria é que é muito diferente vir para a Austrália, já que a maioria dos países onde eles estão indo (a Fórmula 1), a Covid está espalhada por esses países, a Austrália não tem Covid espalhada”, disse ele.
“Achei que a decisão que eles tomaram na Fórmula 1 anteriormente, de adiar o GP foi sábia, em grande parte porque eles estão acostumados a operar em países onde a Covid ainda persiste, que não é o caso da Austrália, então isso é algo que queremos proteger.”
Um recente levantamento da Austrália, delineou meados de 2022, como uma data realista para uma flexibilização gradual das restrições de fronteira.
“A Austrália evitou a perda de 30.000 vidas quando comparada com a taxa média de mortalidade de países semelhantes da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)”, disse Morrison.
“E então eu acho que isso tem que ser entendido. 910 australianos perderam suas vidas e cada uma delas foi uma terrível tragédia.”
“A pandemia está variando, se transformando, a cada dia. Segundo o conselho médico que temos agora, não é seguro seguir esses caminhos para se abrir. Não vou correr riscos com a vida dos australianos. Eu não vou fazer isso”, finalizou.
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