O diretor de corridas da FIA, Michael Masi, confirmou que o acidente de Charles Leclerc na qualificação para o Grande Prêmio de Mônaco, foi analisado sobre um possível ‘jogo sujo’.
No próprio sábado, surgiram rumores de que Leclerc havia batido deliberadamente para manter a pole provisória, depois de marcar o tempo mais rápido no início da sessão.
Questionado sobre se a FIA havia investigado o acidente de Leclerc, Masi disse: “O acidente foi analisado imediatamente no controle da corrida, e ficou claro para nós que foi um erro na primeira parte lá na curva 15 (complexo de piscinas).”
“Então, tendo olhado os dados e também ouvido a comunicação da equipe, não acho que nenhum piloto iria sair por aí para danificar seriamente seu carro naquele grau, em qualquer circunstância por causa das consequências que poderiam surgir disso.”
Leclerc tocou uma barreira ao sair da curva 15, quebrando parte da suspensão dianteira direita, que o lançou reto na barreira de proteção, causando danos significativos ao SF21.
A corrida em casa do Monegasco, no entanto, terminou quando ele se direcionava para o grid de largada, devido a uma falha no eixo motor esquerdo.
O chefe da equipe, Mattia Binotto, fez questão de apontar que, após a corrida, a caixa de câmbio não estava com defeito, como foi inicialmente suspeitado, após a angustiada mensagem de rádio de Leclerc para a equipe enquanto ele diminuía a velocidade antes de retornar aos boxes.
A Ferrari deve realizar uma análise minuciosa do problema, pois o eixo de transmissão não foi inspecionado após o acidente por estar do lado oposto do carro de onde ocorreu o dano.
“Foi uma falha no eixo de transmissão do cubo esquerdo, algo que precisamos analisar cuidadosamente, mas não estava relacionado à caixa de câmbio”, afirmou Binotto.
“Se tivéssemos trocado a caixa de câmbio, essas peças ainda estariam no carro porque não foram danificadas com o acidente e a falha ainda teria acontecido. Portanto, não é uma questão de jogar com a caixa de câmbio, a caixa de câmbio estava bem e não falhou.”
“De nossa parte, precisamos entender o que aconteceu, e por que aconteceu, sem que pudéssemos ter detectado no parque fechado. É mais importante entender por que não detectamos um problema com o carro.”
“O problema não estava lá depois que ele saiu da garagem. Surgiu na curva seis. A peça não estava apresentando rachaduras, mas apareceram depois. Isso é algo que podemos analisar olhando para todos os dados”, finalizou Binotto.
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