F1: Wolff revela o trunfo por trás do sucesso de Antonelli

Kimi Antonelli vive um início de temporada impressionante na Fórmula 1, e Toto Wolff acredita que um dos principais responsáveis por esse desempenho está fora do cockpit. O chefe da Mercedes fez grandes elogios a Peter Bonnington, engenheiro de corrida do jovem piloto, classificando-o como um ‘superstar’ e ‘o melhor do negócio’.

A avaliação de Wolff ganha peso diante dos resultados conquistados por Antonelli em 2026. Sob a orientação de Bonnington, o jovem piloto da Mercedes venceu cinco das sete corridas disputadas até agora e abriu 41 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton na classificação.

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Bonnington ocupa uma posição única na Fórmula 1. Ele foi o único engenheiro de corrida a trabalhar diretamente com dois heptacampeões, Michael Schumacher e Hamilton. A parceria com o britânico se tornou a mais bem-sucedida da história da categoria, acumulando seis títulos de pilotos e participando de 83 das 84 vitórias conquistadas por Hamilton com a Mercedes.

Ao comentar a importância do experiente profissional para o desenvolvimento de Antonelli, Wolff destacou a combinação de características que, em sua visão, fazem de Bonnington uma referência dentro do paddock: “Bono é um superstar. Ele trabalhou com os grandes. Teve a oportunidade de trabalhar com Michael, depois com Lewis e agora com Kimi”, afirmou.

O dirigente destacou que o engenheiro consegue equilibrar conhecimento técnico e gestão humana: “Ele é a combinação ideal de um engenheiro. É extremamente técnico quando precisa analisar a ciência e os dados, mas também muito compreensivo quando o piloto precisa de apoio”, disse Wolff.

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Race winner Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team celebrates with Peter Bonnington (GBR) Mercedes AMG Formula One Team Race Engineer.
Foto: XPB Images

Segundo Wolff, a capacidade de lidar com diferentes personalidades é outro diferencial importante. O chefe da Mercedes ressaltou que Bonnington demonstra paciência ao trabalhar com pilotos, mas também sabe impor limites quando necessário: “Ele foi firme com Lewis e também é firme com Kimi. Os pilotos precisam entender que existe uma linha que não podem ultrapassar com seu engenheiro de corrida”, acrescentou.

Essa influência já pôde ser observada em algumas situações ao longo da temporada. Em momentos de maior tensão, incluindo disputas na pista com George Russell durante o GP do Canadá, Antonelli demonstrou emoção excessiva pelo rádio, mas acabou sendo acalmado e recolocado no foco por seu engenheiro.

Para Wolff, o histórico e a capacidade de adaptação de Bonnington o colocam em um patamar acima dos demais profissionais da área: “Para mim, ele é o melhor do negócio”, encerrou o chefe da Mercedes ao explicar o papel desempenhado pelo veterano engenheiro na ascensão do jovem talento da equipe alemã.