F1: Wolff aceitou repreensão da FIA por ter utilizado palavrões com jornalista em Las Vegas

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, acredita que foi a decisão certa da FIA repreendê-lo, depois que ele desferiu uma série de palavrões contra um jornalista durante a coletiva de imprensa dos chefes de equipe no final de semana do GP de Las Vegas de Fórmula 1.

Wolff estava respondendo às críticas ao evento depois que um jornalista o pressionou sobre os atrasos causados por uma tampa de bueiro solta, que destruiu os carros de Carlos Sainz e Esteban Ocon.

Após o desabafo repleto de palavrões sobre a situação, ele foi convocado pelos comissários em Abu Dhabi, juntamente com Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, que foi chamado por seus próprios comentários durante a mesma coletiva de imprensa, e recebeu uma advertência pela linguagem utilizada.

Wolff vê isso com bons olhos, pois acredita que estabelece um exemplo ao falar com a imprensa: “Acho muito bom que lembremos a todos os interessados que têm um perfil público, que somos responsáveis pelo que dizemos na mídia e na TV”, disse ele.

“Se eu e o Fred vamos aos comissários e conseguimos desencadear uma mudança geral de abordagem dos comissários para sancionar palavrões, então isso é bom. Ninguém deveria usar a palavra ‘F’ no carro ou fora do carro. Devemos ser modelos a seguir, especialmente para os fãs que temos, especialmente os mais jovens”, acrescentou.

Wolff destacou a responsabilidade e a prestação de contas que as pessoas em destaque na Fórmula 1 devem ter, e a importância da transparência por parte do órgão regulador.

“Por outro lado, é importante lembrar a todos os interessados, sejam pilotos, chefes de equipe, oficiais da FIA, que existe um código esportivo, um código de ética da FIA, um acordo de governança com o Pacto de Concórdia”, acrescentou Wolff.

“Devemos aderir às regras de integridade, honestidade, transparência, com o único objetivo de fazer crescer o esporte e fazer o melhor para a categoria. Todos temos essa responsabilidade e devemos ser responsáveis por nossas ações, independentemente da senioridade de sua posição.”

“É por isso que vejo como uma boa situação vinda dos comissários nos lembrar, começando pela linguagem que deveríamos estar utilizando, de desencadear um lembrete genuíno sobre como interagimos uns com os outros”, continuou o chefe da Mercedes.

“Linguagem, integridade, honestidade, transparência, veracidade, respeitando o processo de governança, tomada de decisão, justiça e equidade esportiva. Estas são palavras importantes para todos nós. Eu realmente gostei da iniciativa, porque espero desencadear a não utilização da palavra ‘F’ na imprensa, onde quer que estejamos. Temos uma responsabilidade. Somos adultos nesse esporte e temos uma obrigação com a categoria de não cairmos em desacordo com nossas palavras”, encerrou Wolff.