F1: Williams admite dificuldades e busca reação na corrida

A Williams teve uma sessão de classificação abaixo das expectativas para o GP de Barcelona de Fórmula 1, e reconheceu que o desempenho no circuito espanhol confirmou os temores da equipe. Carlos Sainz ficou apenas em 16º lugar, enquanto Alex Albon terminou ainda mais atrás, na 18ª posição do grid de largada.

O resultado reforçou uma tendência que a equipe já esperava encontrar na Espanha. Segundo o chefe da Williams, James Vowles, o traçado continua expondo limitações do carro, mesmo após as mudanças regulamentares implementadas recentemente.

“Nós sabíamos que este seria um final de semana difícil, e infelizmente, isso se confirmou”, afirmou Vowles. O dirigente destacou que a equipe não tem sido competitiva em Barcelona nos últimos anos, e admitiu que será necessário aprofundar as análises para entender completamente os motivos do baixo rendimento.

De acordo com o chefe da equipe, um dos fatores identificados, é o fato de o carro ainda não estar no limite mínimo de peso. Em condições de temperaturas elevadas, como as encontradas neste final de semana, essa característica tem um impacto significativo no desempenho, embora Vowles ressalte que esse não é o único problema a ser resolvido.

Apesar das dificuldades, a Williams adotou uma estratégia voltada para a corrida: “Sacrificamos a sessão de classificação pensando na prova e preservamos um bom conjunto de pneus. Vamos ver quais oportunidades irão aparecer”, afirmou o dirigente, elogiando o esforço de Sainz e Albon para extrair o máximo do equipamento disponível.

Alexander Albon (THA) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Sainz avaliou que a equipe conseguiu atingir seu objetivo ao avançar para o Q2, resultado que considera compatível com o potencial demonstrado no circuito espanhol. O piloto destacou que o uso de todos os pneus novos no Q1 limitou qualquer possibilidade de progresso posterior na sessão de classificação: “Maximizamos tudo o que tínhamos hoje e alcançamos nossa meta de chegar ao Q2. Essa é uma representação honesta de onde estamos nessa pista”, afirmou o espanhol.

Mesmo sem enxergar os pontos como uma possibilidade baseada apenas no ritmo puro, ele acredita que a estratégia e o desgaste dos pneus podem abrir oportunidades durante a corrida.

Albon também descreveu um sábado bastante complicado. O tailandês-britânico relatou dificuldades para encontrar equilíbrio e consistência ao longo das voltas, afirmando que o comportamento do carro mudava constantemente nas curvas: “Foi um final de semana difícil, mais do que deveria ter sido. O equilíbrio parecia completamente desconectado e não havia ritmo nem consistência para construir uma volta”, completou.