F1: Vowles adia planos e admite que reação da Williams pode levar cinco anos

A Williams mudou a perspectiva para sua recuperação na Fórmula 1, com James Vowles, admitindo que o projeto levará mais tempo do que o previsto inicialmente. O chefe da equipe agora fala em um processo de evolução ao longo dos próximos cinco anos, em vez de esperar resultados expressivos já em 2027 ou 2028.

Essa mudança de horizonte, também ajuda a explicar os novos contratos de Carlos Sainz e Alexander Albon, que decidiram permanecer na Williams por apenas mais uma temporada. Os dois pilotos conhecem internamente os problemas que afetaram o projeto, mas querem observar os resultados apresentados pela equipe em 2027 antes de assumir um compromisso mais longo.

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Quando chegou à Williams, em 2023, Vowles trabalhava com um plano ambicioso. A expectativa era que 2026 marcasse o retorno à competitividade, enquanto 2027 seria o momento de vencer corridas e 2028 representaria uma aproximação da disputa pelo título. Esse cenário, porém, agora parece mais distante.

F1, Fórmula 1 2024, GP de Las Vegas, Nevada, Estados Unidos
Foto: XPB Images

Questionado na coletiva de imprensa nessa sexta-feira (21) em Zandvoort, sobre a pressão relacionada a 2027 e também sobre seu próprio futuro, Vowles foi direto ao explicar a dimensão dos problemas encontrados: “Nós não vamos consertar a Williams em doze meses. Isso não vai acontecer. São vinte anos de falta de investimento que estamos tentando recuperar”, afirmou.

O dirigente acrescentou que parte significativa dos recursos sob o teto orçamentário, está sendo direcionada para problemas que outras equipes não precisam enfrentar: “Não vamos resolver todos os problemas que aconteceram em um ano. Simplesmente não vai acontecer”, continuou Vowles, ressaltando também a vantagem dos quatro primeiros times, quando uma mudança de regulamento aumenta a pressão sobre toda a estrutura.

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As instalações da Williams também continuam atrás das principais equipes, apesar dos trabalhos realizados nos últimos anos. Por isso, o novo planejamento passou a priorizar uma evolução consistente ao longo de cinco anos, mesmo que isso signifique não alcançar o nível de sucesso esperado em 2027. Segundo Vowles, o objetivo agora é garantir que ‘ao longo dos próximos cinco anos estaremos avançando’, o que desloca o horizonte do projeto para pelo menos 2031.