F1: Stella explica por que McLaren negou pedido de Norris na Hungria

Andrea Stella explicou por que a McLaren recusou o pedido de Lando Norris para fazer sua segunda parada antes de Oscar Piastri durante o GP da Hungria de Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe, a decisão seguiu os princípios internos de corrida da McLaren e respeitou o direito de Piastri de lutar pela vitória após assumir a liderança de forma legítima.

Depois da primeira rodada de pit stops, o campeão de 2025 ocupava a segunda posição, logo atrás do companheiro de equipe, e pediu pelo rádio para parar antes. O engenheiro Will Joseph negou a solicitação, e a equipe chamou o australiano aos boxes na volta 33 para evitar que Lewis Hamilton assumisse a liderança com um undercut.

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Piastri retornou à pista à frente do hepta da Ferrari, enquanto o britânico da McLaren permaneceu mais tempo no traçado. O competidor aproveitou o ritmo que, segundo ele, não conseguia explorar enquanto seguia atrás do companheiro. Sua parada aconteceu apenas no fim da volta 38, justamente quando Oscar perdeu tempo ao encontrar Carlos Sainz durante uma tentativa de colocar uma volta no piloto espanhol. Norris voltou à pista 0s7 à frente do australiano, abriu vantagem rapidamente e venceu a corrida. Piastri, por sua vez, abandonou posteriormente com um problema no câmbio.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team in the post race FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

Após a prova, Stella afirmou que a McLaren priorizou a consistência de sua filosofia de competição. “Você precisa pensar na melhor forma de vencer a corrida e de marcar o máximo de pontos para a equipe, mas também existe a necessidade de ser consistente com a maneira como corremos. Até a parada do Oscar, ele havia conquistado a liderança de forma justa na Curva 2, então merecia a oportunidade de tentar vencer”, afirmou.

O dirigente reconheceu que Norris poderia ter ultrapassado o companheiro em outros circuitos, mas destacou as características do Hungaroring. “Em outras pistas, provavelmente Lando poderia ultrapassar Oscar, mas aqui isso é muito difícil. É preciso ter uma vantagem muito grande de ritmo. Por isso, ficamos satisfeitos em dar ao Oscar a oportunidade de disputar a vitória, preservando nossos princípios de corrida.”

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Stella também explicou que a estratégia foi influenciada pela ameaça representada por Hamilton. “Quando Hamilton parou, ele estava em posição de fazer o undercut sobre os dois carros da McLaren. Precisávamos reagir porque era a forma correta de manter um McLaren na liderança da corrida. Poderia ser o Oscar ou o Lando, mas o Oscar estava na frente e entendemos que ele era o carro que deveria parar primeiro.”

Por fim, o chefe da equipe destacou que a estratégia adotada não favoreceu um piloto em detrimento do outro, mas foi consequência do cenário da prova. “Para o Lando, isso abriu uma estratégia diferente. Não mudamos nossos planos por estarmos pensando no Oscar ou no Lando. Fizemos isso porque precisávamos evitar que a Ferrari assumisse a liderança da corrida”, concluiu.