Ralf Schumacher acredita que a Audi não pode esperar até 2030 para mostrar resultados relevantes na Fórmula 1. Para o ex-piloto, o cenário de crise vivido pela montadora alemã aumenta a pressão sobre o projeto esportivo.
A Audi ocupa atualmente a oitava posição no Mundial de Construtores e tem estabelecido 2030 como horizonte para disputar o título. Schumacher, porém, considera esse prazo distante diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa e pelo grupo Volkswagen.
“Fiquei muito feliz pelo Nico ter marcado seus primeiros pontos antes das férias, mas a Audi precisa fazer mais do que enviar um sinal para a empresa proprietária”, afirmou Schumacher ao jornal Bild. “A Audi atualmente está em crise e acho que a equipe de corrida precisa mostrar sucesso para que o clima na Audi não vire contra o investimento na F1.”
Segundo o portal Deutsche Welle, a Audi anunciou planos para eliminar até 7,5 mil postos de trabalho na Alemanha até o fim de 2029. O grupo Volkswagen, controlador da marca, pretende cortar até 100 mil vagas até 2030.

Schumacher relacionou diretamente esse contexto ao tempo disponível para o projeto da Fórmula 1 ganhar força. “Querer competir pelo título em 2030 pode ser tarde demais. Os sucessos precisam vir mais rápido”, completou.
Após 12 etapas, a Audi soma 16 pontos e tem como melhores resultados três oitavos lugares. Gabriel Bortoleto terminou em oitavo na Inglaterra e na Bélgica, enquanto Nico Hülkenberg repetiu a posição no GP da Holanda.
Com esses resultados, a equipe ocupa a oitava colocação no campeonato, à frente de Williams, Aston Martin e Cadillac. Para Schumacher, porém, manter uma trajetória apenas gradual pode não ser suficiente para proteger o investimento da Audi na categoria diante das pressões internas enfrentadas pela montadora.
