George Russell apontou a Ferrari como a equipe mais forte após os treinos de sexta-feira (30) para o GP do México de Fórmula 1, mas acredita que a disputa pela pole-position continua aberta. O piloto da Mercedes terminou o TL2 na terceira posição, apenas 0s003 atrás de Lando Norris e cerca de um décimo mais lento que Charles Leclerc, líder da sessão.
O equilíbrio entre as quatro principais equipes aumentou as expectativas de Russell para a classificação deste sábado. Mesmo tendo ficado fora do TL1, quando cedeu seu carro ao reserva Frederik Vesti, o britânico conseguiu recuperar parte do tempo perdido e mostrou desempenho competitivo em sua primeira sessão na pista.
“É justo dizer que a Ferrari parece ser a mais forte no momento. Acho que Leclerc nem completou sua volta adequadamente, e Lewis teve o problema”, avaliou Russell, referindo-se também às dificuldades enfrentadas por Hamilton durante o TL2.
“Esperávamos que eles tivessem o melhor desempenho em um circuito como este, porque têm um chassi muito bom, mas, quando chegar o Q3, acho que qualquer coisa pode acontecer. Do jeito que está, qualquer coisa pode acontecer, então preciso conseguir fazer a volta quando realmente importa”, acrescentou.

Além da proximidade entre os tempos, Russell destacou as dificuldades específicas do Autódromo Hermanos Rodríguez. A altitude reduz a aderência disponível e cria desafios para o funcionamento da unidade de potência, especialmente em relação à resposta do turbo.
O piloto explicou que uma diferença importante em 2026 está na configuração aerodinâmica dos carros. Com os sistemas móveis que permitem a abertura de elementos das asas dianteira e traseira nas retas, as equipes já utilizam níveis elevados de pressão aerodinâmica em praticamente todos os circuitos. No México, portanto, não existe a mesma margem de aumento de carga que havia em temporadas anteriores.
“Normalmente, quando chegamos ao México, passamos de uma configuração de média ou baixa pressão aerodinâmica para a máxima. Neste ano, porém, sempre estivemos usando a pressão aerodinâmica máxima”, explicou Russell. “Ao chegar ao México, temos ainda menos aderência do que estamos acostumados. O atraso na resposta do turbo é um problema, mas está tudo muito equilibrado entre as quatro principais equipes.”
Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, também reconheceu que a equipe ainda precisa encontrar o melhor compromisso entre desempenho em uma volta e ritmo de corrida. Segundo ele, a refrigeração da unidade de potência e dos freios, além do gerenciamento da pressão do turbo sem o auxílio do MGU-H, representam desafios adicionais no circuito mexicano.

“Foi um dia sólido para nós, eu diria, não espetacular, mas sólido”, afirmou Lord. “Respondemos a algumas dessas questões. Ainda precisamos analisar melhor os dados para encontrar exatamente o melhor compromisso para amanhã e domingo.”
Apesar dos ajustes pendentes, o dirigente acredita que a Mercedes tem condições de disputar as primeiras posições do grid. “Estamos sempre buscando estar lá na frente, lutando pela pole, pela primeira fila e pelas primeiras posições. Parece que temos potencial para isso e agora precisamos tomar as decisões certas para garantir que possamos concretizar esse potencial amanhã.”
