George Russell chega ao GP da Hungria de Fórmula 1, com respostas que não tinha após o frustrante fim de semana em Spa. O piloto da Mercedes afirmou que a equipe conseguiu identificar a origem dos problemas que comprometeram seu desempenho no GP da Bélgica.
O abandono ainda na primeira volta, após um toque com Lewis Hamilton, foi o ponto final de um fim de semana complicado para Russell. Apesar da frustração demonstrada pelo rádio, o britânico afirmou que a equipe trabalhou intensamente para entender o que aconteceu.
Durante toda a etapa belga, Russell reclamou da falta de velocidade em reta do W17. Na sessão de classificação, ele terminou 0s508 atrás de Kimi Antonelli, perdendo cerca de quatro décimos apenas no setor final da pista.
De acordo com o piloto britânico, a Mercedes identificou que os algoritmos da unidade de potência estavam distribuindo a entrega de desempenho de forma inadequada ao longo dos 7,004 quilômetros de Spa-Francorchamps. Isso fez com que o carro tivesse mais potência em determinados trechos, mas sofresse em outros pontos decisivos da volta.
Na corrida, um problema adicional agravou a situação. Russell perdeu potência na subida para Raidillon, ainda na primeira volta, ficando vulnerável aos concorrentes e sendo ultrapassado por Charles Leclerc e Hamilton, antes do incidente na Les Combes, que resultou em seu abandono.
Depois de sair da prova, Russell fez um forte desabafo pelo rádio, classificando a situação como ‘inaceitável’. A transmissão oficial não exibiu a mensagem, que só se tornou pública posteriormente por meio de imagens divulgadas por uma emissora alemã.

Ao comentar o episódio nesta quinta-feira na Hungria, Russell adotou um discurso mais ponderado: “Estou me sentindo bem agora, três dias depois de Spa. Acho que descobrimos alguns dos problemas que estavam nos prejudicando durante o final de semana passado, e isso é animador de ouvir. Também é bom ver o trabalho duro realizado na fábrica para chegar à raiz da questão”, afirmou.
O piloto britânico reforçou que o problema não deve ser atribuído apenas à equipe: “Estamos juntos nisso. O que aconteceu em Spa já mostrou alguns sinais em Silverstone, e isso não está no padrão que queremos coletivamente. Quando você acaba de ser tirado da corrida e está sentado na brita na primeira volta, as emoções ficam à flor da pele”, acrescentou.
Russell encerrou destacando a complexidade dos carros atuais: “Spa nos deu uma grande oportunidade para identificar onde procurar o problema, e quando a equipe investigou essa área, encontrou a causa. Esses carros e essas unidades de potência são extremamente complexos, você não consegue verificar cada pequeno parâmetro porque existem muitos deles”, completou.
