F1: Presidente da FIA volta a defender retorno dos motores V8

Mohammed Ben Sulayem voltou a defender uma mudança radical para o futuro da Fórmula 1. O presidente da FIA acredita que o retorno dos motores V8, combinado com carros significativamente mais leves, pode tornar a categoria mais atrativa, reduzir custos e fortalecer a sustentabilidade financeira do esporte.

A proposta surge em um momento de debate sobre os regulamentos das unidades de potência. Os motores que estrearam em 2026 têm recebido muitas críticas ao longo da temporada, enquanto ajustes para os regulamentos de 2027 e 2028 já foram aprovados após um período de incertezas sobre o tema.

Em entrevista à emissora francesa Canal+, Ben Sulayem, reforçou que considera o retorno dos V8 um passo importante para o futuro da categoria: “O V8 precisa voltar, mas por quê? Temos que sustentar o negócio. Temos que sustentar o amor pelo esporte”, afirmou.

Além da questão dos motores, o dirigente destacou que os carros atuais se tornaram excessivamente complexos, caros e pesados. Segundo ele, a redução de peso deve ser uma prioridade para os próximos anos: “Qual é o pior aspecto dos carros hoje? Complexidade, mais dinheiro, mais despesas e também carros grandes”.

Ben Sulayem reconheceu que parte do aumento de peso ocorreu por razões de segurança, mas acredita que é possível reverter essa tendência: “Adicionamos 50 quilos por causa da segurança. Mas agora eu gostaria de ver um carro completo com menos de 650 quilos. Minha meta é 630”, disse ele.

F1 2024, Fórmula 1, GP da Hungria, Budapeste, Hungaoring
Foto: XPB Images

Ao detalhar sua visão para as futuras unidades de potência, o presidente da FIA sugeriu uma combinação entre um motor a combustão mais potente e uma participação menor da eletrificação: “O V8 precisa voltar. Você teria talvez 760 cavalos vindos do motor a combustão e 10% de eletrificação. Isso traria de volta o som”.

O dirigente também argumentou que essa solução reduziria despesas para fabricantes e equipes: “Seria muito mais barato. Pesquisa e desenvolvimento seriam muito mais baratos. O motor sozinho seria muito mais leve, mais agradável, e o som voltaria para os espectadores”, acrescentou.

Para Ben Sulayem, a combinação entre motores V8, combustível sustentável e custos menores beneficiaria toda a Fórmula 1: “Você tem as equipes. Você tem a estabilidade financeira das corridas. E tudo funcionando com combustível sustentável. Não vejo onde poderíamos errar. Os fãs teriam algo que precisamos oferecer a eles”, finalizou o presidente da FIA.