O GP da Itália de Fórmula 1 deve ser decidido com apenas uma parada nos boxes, mas sem uma estratégia claramente superior às demais. As simulações da Pirelli apontam degradação muito baixa em Monza e colocam diferentes combinações de pneus separadas por apenas alguns segundos no tempo total de corrida.
A opção teoricamente mais rápida é largar com pneus Médios e trocar para Duros entre as voltas 24 e 30. Entretanto, começar de Macios e passar para Duros, parando entre as voltas 19 e 25, ou fazer a combinação Médio-Macio, com troca entre as voltas 30 e 36, apresenta desempenho semelhante. Outra alternativa é Macio-Médio, com janela entre as voltas 22 e 28.
“Quando há gerenciamento, eu não esperaria que as diferenças entre os compostos realmente fizessem diferença durante a corrida. É por isso que todas as estratégias estão tão próximas”, explicou Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli. Segundo ele, a diferença por volta é de aproximadamente 0s2 entre Duros e Médios e de 0s5 a 0s6 entre Médios e Macios.

Os Macios ainda podem oferecer uma vantagem importante na largada. Os dados da Pirelli indicam que, na aceleração até 150 km/h, os Médios precisam de 1,59 metro a mais que os Macios, enquanto os Duros perdem 3,49 metros. Em contrapartida, antecipar a parada pode obrigar o piloto a cumprir um stint muito longo com os Duros e deixá-lo vulnerável caso um Safety Car apareça mais tarde.
Para quem parte no fundo, a alternativa Duro-Macio surge com janela ideal entre as voltas 32 e 38. Kimi Antonelli é citado como um piloto que pode tentar prolongar seu primeiro stint em busca de uma oportunidade criada por um Safety Car, embora a Pirelli considere improvável que muitos escolham os Duros para a largada.

O ritmo de corrida registrado nos treinos coloca a Mercedes como referência, seguida pela McLaren a apenas 0s08 por volta. Ferrari aparece a 0s32, Red Bull a 0s47 e Alpine, que larga da pole com Pierre Gasly, a 0s53. A Audi surge a 0s97 da Mercedes nas simulações.
A temperatura também será elevada, com previsão de 33°C no ambiente e aproximadamente 55°C no asfalto. Apesar do calor, os treinos não indicaram desgaste excessivo, enquanto o graining observado no eixo dianteiro foi considerado pequeno e administrável.
