F1: Pirelli alerta para desgaste dos pneus e abre opções no México

A Pirelli identificou uma degradação significativa dos pneus Médios e Macios durante os treinos de sexta-feira (30) para o GP do México de Fórmula 1. Os dados coletados no Autódromo Hermanos Rodríguez indicam que tanto uma estratégia de uma parada quanto uma de duas paradas podem ser viáveis na corrida, dependendo da evolução da pista e da capacidade das equipes de administrar o desgaste.

O cenário ganhou importância depois de um dia em que Charles Leclerc liderou as duas sessões com a Ferrari, mostrando competitividade tanto com pneus Médios quanto com Macios. No TL2, o monegasco marcou 1min17s827 com o C5, seguido por Lando Norris, com 1min17s930, e George Russell, com 1min17s933. Os três utilizaram pneus Macios em suas voltas mais rápidas.

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Apesar da proximidade entre os tempos, as equipes adotaram programas diferentes nas simulações de corrida. Norris e Russell fizeram suas sequências de voltas com o C5, enquanto Leclerc utilizou um jogo usado de Médios C4 depois de completar suas simulações de classificação com os Macios. O piloto da Ferrari também registrou o melhor tempo do TL2 com pneus Médios.

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, explicou que as condições do circuito surpreenderam positivamente, embora a aderência tenha começado baixa no TL1. “As condições da pista se mostraram melhores do que o esperado. Embora os níveis de aderência estivessem bastante baixos durante os estágios iniciais do TL1, o circuito evoluiu significativamente desde o começo, ajudado pela atividade das categorias de apoio”, afirmou.

A evolução do asfalto contribuiu para tempos competitivos, enquanto a diferença de desempenho entre os compostos Médios e Macios ficou próxima de oito décimos de segundo. Segundo Berra, o C5 mostrou boa capacidade de aproveitar a aderência disponível, especialmente em um circuito que naturalmente oferece níveis limitados de grip.

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O principal ponto de atenção, entretanto, está na durabilidade. “Os dados coletados nas simulações de corrida indicam um nível significativo de degradação para ambos os compostos mais macios. Isso abre vários cenários estratégicos possíveis para a corrida, desde uma estratégia de uma parada, com uma gestão mais cuidadosa dos pneus, até uma abordagem de duas paradas”, explicou o engenheiro.

A Pirelli também observou graining localizado no pneu dianteiro esquerdo, mas o fenômeno já apresentou sinais de redução entre os dois treinos. “Se a evolução da pista continuar no mesmo ritmo observado hoje, esperamos que esse fenômeno diminua ainda mais ao longo do fim de semana”, acrescentou Berra.

Ao longo da sexta-feira, os Macios C5 acumularam 2.298 quilômetros, os Médios C4 somaram 1.898 quilômetros e os Duros C3 registraram 1.162 quilômetros. A temperatura ambiente durante o TL2 ficou próxima de 26°C, com o asfalto chegando a 34°C.

Com os compostos mais macios apresentando desgaste elevado, mas a pista ainda ganhando aderência, os dados do TL3 serão importantes para avaliar se uma única parada será suficiente ou se a estratégia de duas trocas poderá oferecer uma alternativa mais competitiva na corrida mexicana.