O início do GP do Bahrein da Fórmula 1 na Malásia, antes mesmo da largada, trouxe uma cena bizarra para a categoria: inúmeros carros foram acometidos por um bug de software e começaram a perder potência na volta de apresentação.
Atrás do safety-car, inúmeros competidores passaram a ir muito lentos na pista – Max Verstappen foi um deles; Lewis Hamilton chegou a parar e reiniciar o carro. Depois de mais 1h de atraso para o início da disputa, a FIA precisou implementar uma atualização de software devido a “uma combinação sem precedentes de baixa rotação do motor, condições de baixa aderência, configurações de gerenciamento para pista molhada e a configuração dos setores do circuito de Sepang”, o que “levou a uma perda de potência não intencional em vários carros”.
Obviamente, muitos competidores se manifestaram sobre a situação e não deixaram de dar seus comentários. “Esses motores são tão complexos, com tanto software embarcado, e quando acontece algo assim… é aí que está o problema. O que se pode dizer? Quer dizer, não é isso que se quer para o esporte, certo? Tomara que sirva de lição”, disse Verstappen.
A dupla da Mercedes também opinou, com Kimi Antonelli apontando que “foi uma loucura. Em certo momento, estávamos cinco carros lado a lado na reta porque não conseguíamos entender o que estava acontecendo”, enquanto George Russell complementou com “as unidades de potência são extremamente complexas. Quanto mais complexas as coisas se tornam, mais coisas podem dar errado. Portanto, isso é obviamente algo que precisamos levar em conta para o futuro.”
Lando Norris apontou que “[foi] horrível! Isso só prova que não deveríamos ter esse tipo de coisa — a parte eletrônica — considerando o que aconteceu”, enquanto Pierre Gasly emendou com “foi a volta de apresentação mais caótica que já fiz na carreira, e com informações limitadas. Foi muito estranho.” Gabriel Bortoleto disse que “não é nada bom, né? É uma pena, porque talvez uma corrida com pista molhada pudesse ter sido interessante, mas o problema aconteceu, tivemos que consertá-lo e isso levou muito tempo.”

Na Racing Bulls, Liam Lawson afirmou que “eu estava sem rádio; sabia que estava sem rádio antes mesmo de sair para a volta de apresentação. Fiquei muito tenso porque há muitos procedimentos a seguir, especialmente com o carro deste ano. Eu pensava: ‘Não faço ideia do que está acontecendo’. Foi muito confuso quando todos os carros começaram a reduzir a velocidade. Eu não conseguia falar com a equipe; não sabia se podia ultrapassar ou o que fazer.”
Já Arvid Lindblad apontou que “foi meio estranho. Você fica pensando: ‘O que está acontecendo aqui?’. Em certo momento, fiquei sem potência; o pedal simplesmente não funcionava. Já passei por isso no simulador, mas às vezes acontecem coisas estranhas lá. Quando você está em um carro de verdade, pisa no acelerador e o carro simplesmente não sai do lugar, é um pouco estranho.”
Sergio Pérez disse que “parecia que você estava num kart alugado e o tempo acabou. Obviamente, o que aconteceu não foi bom. Tenho certeza de que aprenderemos com isso como esporte, mas o ocorrido é totalmente inaceitável para o esporte”, Charles Leclerc continuou com “não quero ser tão extremo nas minhas palavras, mas certamente não é aceitável. Temos levantado essas questões e espero que as resolvamos. Infelizmente, não acho que haja soluções a curto prazo. Esses problemas são resultado de decisões tomadas há muito tempo, e mudar isso levará tempo.”
Por fim, Ollie Bearman apontou que “fiquei chocado! Eu nem sabia que a FIA podia controlar o nosso pedal do acelerador [risos]. Mas tive uma falha no meu pedal do acelerador. Essa é uma experiência nova na Fórmula 1. Acho que não estávamos esperando por isso.”
