Sergio Perez voltou a manifestar preocupação com a segurança dos carros da Fórmula 1 em 2026. O piloto da Cadillac afirmou que a grande diferença de velocidade provocada pelo gerenciamento de energia, pode resultar em um acidente grave caso não haja mudanças nos regulamentos.
O tema ganhou força no início da temporada, especialmente após o forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão. O piloto da Haas perdeu o controle depois de fazer uma manobra evasiva ao encontrar Franco Colapinto, que estava bem mais lento na pista.
A situação está relacionada às novas unidades de potência, que utilizam 47% de energia elétrica. Segundo Perez, a diferença na quantidade de energia disponível entre os carros, pode criar situações de risco, e ele próprio passou por um momento preocupante no GP do Azerbaijão.
“Eu estava prestes a ter uma batida enorme com (Liam) Lawson quando estava me defendendo dele, porque a diferença na implantação e na potência entre os motores é perigosa demais. E temo que algo ruim aconteça em breve, se não fizermos algumas mudanças nos regulamentos”, afirmou Perez após a corrida em Baku.

A FIA já havia alterado as regras durante a temporada para reduzir os problemas relacionados ao gerenciamento de energia. Para 2027, estão previstas novas mudanças, incluindo a redução da participação elétrica de 47% para 42%, na tentativa de diminuir as diferenças.
Perez espera que a diferença entre os motores seja reduzida: “Espero que eles consigam diminuir essa diferença, porque neste momento parece que Mercedes e Red Bull têm um motor muito forte, e conseguem chegar a lugares onde a implantação de energia é muito ruim e diferente da nossa. A diferença de velocidade é perigosa demais”, acrescentou.
Sobre a próxima etapa, o GP do Bahrein que será disputado na Malásia, Perez também demonstrou pouco entusiasmo ao ser questionado sobre o efeito dos carros de 2026 nas curvas de alta velocidade de Sepang: “É melhor não falarmos sobre isso”, completou.
