Sergio Perez afirmou que não pretende interferir na escolha de quem será seu companheiro de equipe na Cadillac na temporada 2027 da Fórmula 1. O mexicano renovou seu vínculo com a equipe até pelo menos o fim de 2029, mas o futuro da segunda vaga ainda gera dúvidas.
Valtteri Bottas, que chegou à Cadillac em um acordo anunciado como plurianual, aparece no centro das incertezas, enquanto Colton Herta segue sendo apontado como possibilidade para a equipe. O norte-americano busca completar os requisitos necessários para obter a superlicença e poderá somar o ponto que falta neste fim de semana, no TL1 do GP de São Paulo, desde que complete 24 voltas.
Questionado sobre uma possível participação na decisão, Perez deixou claro que considera o assunto responsabilidade da direção da equipe: “Não, de jeito nenhum. Eu também não quero, porque essa não é a minha decisão. É por isso que temos alguém como o Marcin (Budkowski, chefe da Cadillac), que vai analisar todos os dados e informações e, no fim, tomar essa decisão com base no que considera melhor para o futuro da equipe”, afirmou.
Perez destacou ainda a importância dos próximos meses para o trabalho da Cadillac: “Obviamente, estamos em um período em que precisamos evoluir extremamente rápido. Os próximos três ou quatro meses são realmente cruciais na nossa preparação. Então, acho que depende dele”, comentou.

Sobre Herta, Perez elogiou o trabalho do norte-americano dentro da estrutura da Cadillac, apesar dos resultados modestos na Fórmula 2, onde ocupa apenas a 19ª posição no campeonato após apenas cinco chegadas na zona de pontuação.
“Colton está fazendo um bom trabalho. Está trazendo bons feedbacks para a equipe e boas informações, que é tudo o que precisamos dele. Fazer TL1 é sempre muito difícil para mostrar sua velocidade ou o nível em que você está. Mas agora acho que ele está tendo mais tempo no carro e no simulador, então estamos começando a ver mais da velocidade dele”, acrescentou.
Perez também destacou sua boa relação de trabalho com Bottas e reconheceu que a escolha não será simples: “Também estou trabalhando muito bem com Valtteri. Ele teve muita falta de sorte em algumas corridas. Não é uma decisão fácil para a equipe”, completou.
