A Cadillac encerrou o GP de Singapura de Fórmula 1 sem pontuar, e Sergio Perez apontou o desempenho do carro como o principal obstáculo para avançar no grid. O mexicano estima que a equipe ainda perde entre um e um segundo e meio por volta para os adversários à frente.
Mesmo avaliando positivamente a estrutura operacional e o trabalho realizado pela equipe, Perez afirmou que o próximo passo depende de uma evolução mais significativa do equipamento. O piloto terminou a corrida em 17º, enquanto Valtteri Bottas cruzou a linha de chegada em 19º.
“Estamos em uma posição sólida em relação às bases que construímos até aqui. Operacionalmente, somos consistentes, e a equipe fez um ótimo trabalho”, afirmou Perez. Na avaliação do mexicano, porém, falta um carro mais competitivo para que a Cadillac consiga reduzir a diferença para os concorrentes diretos.
Bottas também identificou o ritmo de corrida como a principal deficiência do projeto. O finlandês largou com pneus médios, mas o composto não entregou o desempenho esperado no primeiro trecho da prova, prejudicando sua posição: “Estamos perdendo ritmo de forma geral, especialmente na corrida. Essa é a nossa fraqueza, e estamos investigando as causas”, disse ele.

O piloto finlandês acrescentou que a equipe não levou grandes atualizações para Singapura, e por isso, não esperava uma solução imediata. Segundo ele, o foco precisa permanecer no desenvolvimento futuro, sobretudo no carro da próxima temporada.
Marcin Budkowski, chefe da equipe, afirmou que a Cadillac tentou aproveitar a estratégia e o bom primeiro trecho de Perez com pneus macios para ganhar posições, mas a falta de velocidade impediu um resultado melhor. Bottas, por sua vez, ficou para trás após o início com os médios.
Apesar do fim de semana difícil, Budkowski considerou positivo terminar a prova com os dois carros. Perez agora mira as etapas de Austin e do México, que terão um significado especial para ele, pois a corrida mexicana irá marcar sua participação de número 300 na F1, e diante de sua torcida.
