A Ferrari voltou a vencer na Fórmula 1 recentemente, mas isso não foi suficiente para convencer Bernie Ecclestone de que a equipe está pronta para retomar seu protagonismo. O ex-proprietário da categoria, fez uma declaração polêmica ao afirmar que o time italiano tem ‘italianos demais’ envolvidos na tomada de decisões.
Essa declaração foi dada neste final de semana na Áustria, poucos dias após Lewis Hamilton conquistar sua primeira vitória pela Ferrari no GP de Barcelona. O triunfo encerrou um jejum de quase dois anos sem vitórias da equipe italiana e aumentou a expectativa de que o time possa disputar os títulos na atual temporada.
Hamilton também reduziu a diferença para o líder do campeonato, Kimi Antonelli, para 41 pontos. Antes da vitória do britânico, a Mercedes havia vencido todas as provas disputadas em 2026, acumulando seis triunfos consecutivos.
Apesar da reação da Ferrari, Ecclestone acredita que a estrutura da equipe ainda representa um obstáculo: “O problema da Ferrari é que acho que há italianos demais envolvidos, explicando o que fazer e o que não fazer”, afirmou.

Na visão do ex-dirigente, uma cadeia de comando mais objetiva seria mais eficiente: “Você só precisa de uma pessoa para dizer faça isso ou faça aquilo. Se ela estará certa ou errada, o tempo dirá”, acrescentou.
Essa não é a primeira vez que Ecclestone faz comentários semelhantes sobre a Ferrari. Em 2018, ele já havia afirmado que a equipe era ‘italiana demais’, voltando agora ao mesmo argumento mesmo após a recente evolução do time.
A declaração também chama atenção, porque a Ferrari é comandada atualmente pelo francês Fred Vasseur. Além disso, um dos períodos mais vitoriosos da história da equipe foi liderado por outro francês, Jean Todt, que comandou a estrutura durante a era de domínio de Michael Schumacher no início dos anos 2000.
