F1: Mercedes teme que novos abandonos mudem disputa pelo título de 2026

A Mercedes ainda não consegue tratar a liderança de Kimi Antonelli no campeonato de 2026 da Fórmula 1 como algo confortável. O italiano tem 84 pontos de vantagem sobre George Russell, mas os problemas de confiabilidade do W17 continuam preocupando Toto Wolff e podem mudar a disputa pelo título.

O abandono de Russell no GP do Bahrein na Malásia foi mais um sinal de alerta. O britânico estava em terceiro lugar quando precisou deixar a corrida a cinco voltas da chegada, durante o segundo período de Safety Car, por uma suspeita de falha na unidade de potência.

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No mesmo fim de semana, Antonelli terminou em segundo e ampliou sua vantagem. Wolff comemorou o resultado do jovem piloto, mas voltou a destacar o risco representado por novos abandonos: “Ele [Antonelli] marcou alguns pontos a mais do que Lewis atrás dele, e estou feliz porque ele fez o trabalho”, disse o chefe da Mercedes à Sky Sports F1.

A equipe já enfrentou problemas semelhantes em outras etapas. No Canadá, Russell abandonou enquanto liderava a prova por uma falha ligada à bateria, segundo o Motorsport.com. Em Barcelona, Antonelli sofreu um desligamento elétrico a três voltas do fim, quando também ocupava a segunda posição. A Mercedes novamente apontou a bateria como origem do problema.

Depois da corrida espanhola, o diretor técnico James Allison explicou no Silver Arrows Radio Show que as falhas “de certa forma se originam na mesma parte ampla da bateria”

Por isso, Wolff vem tratando a confiabilidade como uma ameaça real ao campeonato há algum tempo. Após Barcelona, o chefe da Mercedes já havia resumido a situação:”Simplesmente não podemos competir por um campeonato se a cada duas corridas um carro perde pontos importantes.”

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F1: Mercedes teme que novos abandonos mudem disputa pelo título de 2026
Foto: Mercedes

A diferença atual entre Antonelli e os adversários pode parecer confortável, mas um único abandono seria suficiente para alterar bastante o cenário. Russell sentiu isso na própria pele em Sepang. “Em vez de perder três pontos para Kimi hoje, virou 18.”

O cálculo mostra o tamanho do risco para Antonelli. Caso o italiano não termine a próxima corrida em Singapura e Russell consiga vencer, a vantagem de 84 pontos cairia para 59. Ainda restariam seis provas para o fim da temporada.

Wolff já havia feito um alerta semelhante depois da vitória de Antonelli em Madri, quando a vantagem era de 81 pontos. “Vimos que o carro e a unidade de potência são um pouco frágeis”, afirmou. “Então você tem 1 ou 2 DNFs e as coisas parecem completamente diferentes.”

A Mercedes também não está totalmente satisfeita com o desempenho do W17. A equipe levou para Sepang sua primeira grande atualização desde o GP do Canadá, em maio, mas o novo pacote não entregou o ganho de tempo de volta esperado.

Diante disso, Wolff admitiu que retornar à especificação anterior “não está fora de questão”. Antonelli, por sua vez, espera usar os treinos de sexta-feira em Singapura para comparar as duas configurações antes da definição do caminho a seguir.

Na parte da confiabilidade, Wolff acredita que o problema está sendo tratado pela área técnica: “James [Allison, diretor técnico] está realmente totalmente por dentro disso com sua equipe de liderança”, disse.