F1: Mercedes admite problemas no W17 e precisa evoluir no México

A Mercedes encerrou a sexta-feira (30) do GP do México de Fórmula 1 entre os primeiros colocados, mas reconheceu que o W17 ainda apresenta problemas de equilíbrio que podem comprometer a disputa pela primeira fila. Apesar do desempenho competitivo de Kimi Antonelli, George Russell e Frederik Vesti nos treinos livres, a equipe admite que precisa encontrar mais rendimento antes da classificação.

Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, apontou a falta de estabilidade na entrada das curvas e o subesterço na aproximação do ápice como as principais dificuldades identificadas. Os problemas apareceram tanto nas simulações de classificação quanto nas sequências mais longas de voltas.

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“Estamos enfrentando falta de estabilidade na entrada das curvas, que se transforma em subesterço no ápice. Os problemas em uma volta são bastante semelhantes aos das simulações de corrida, o que deve facilitar um pouco nosso progresso, mas está claro que precisamos dar um passo adiante se quisermos disputar a primeira fila”, explicou Shovlin.

Os resultados mostraram a proximidade entre as principais equipes. Russell terminou o TL2 em terceiro, a 0s106 de Charles Leclerc, líder com a Ferrari, enquanto Antonelli ficou em quarto, apenas 0s111 atrás do companheiro de equipe. Cinco dos primeiros colocados representaram quatro equipes diferentes.

Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team.
Foto: XPB Images

Antonelli, que voltou ao carro após se recuperar de problemas de saúde, avaliou positivamente as mudanças realizadas entre as sessões, embora tenha reconhecido que ainda há trabalho pela frente.

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“Antes de tudo, foi bom voltar ao carro e me sentir saudável hoje. Foi uma sexta-feira interessante aqui no México. Nunca é fácil entender o comportamento do carro, particularmente no TL1, quando a pista precisa ser muito limpa. Tentamos algumas coisas diferentes entre as sessões para colocar o equilíbrio do carro em uma janela melhor, e parece que melhoramos para o TL2”, afirmou.

“Ainda há definitivamente mais coisas que podemos melhorar para amanhã e temos trabalho a fazer durante a noite. A Ferrari pareceu muito rápida, mas vamos nos concentrar em nós mesmos, ver onde podemos encontrar mais desempenho e, espero, nos colocar em uma boa posição para amanhã”, acrescentou Antonelli.

Outro destaque da Mercedes foi Frederik Vesti, que substituiu Russell no TL1 e terminou em terceiro, sendo o mais rápido entre os novatos que participaram da sessão. O dinamarquês ficou a menos de um décimo de Antonelli, segundo colocado, e completou todo o programa previsto pela equipe.

Frederik Vesti (DEN) Mercedes AMG Formula One Team W17 Reserve Driver.
Foto: XPB Images

“Eu sabia que minha volta com pneus Macios tinha sido boa, mas ver o P3 na tabela de tempos me deixou extremamente feliz. Trabalhei muito neste carro com a equipe, desde o início de seu desenvolvimento, há dois anos, então ter a oportunidade de pilotá-lo aqui no México e completar uma volta forte foi muito especial”, destacou Vesti.

Além do equilíbrio do chassi, a Mercedes segue monitorando as exigências impostas pela altitude do Autódromo Hermanos Rodríguez. Shovlin afirmou que a entrega de potência nas saídas de curva parece satisfatória, mas o resfriamento dos freios e da unidade de potência ainda exige atenção.

“O México é a pista mais difícil para a preparação, porque é impossível simular todos os efeitos da altitude. Usamos a sexta-feira para entender os diferentes problemas que enfrentamos e encontrar uma abordagem para administrá-los durante a classificação e a corrida”, explicou o engenheiro.

Segundo Shovlin, a Mercedes conseguiu realizar simulações de corrida satisfatórias com os dois carros, embora ainda procure uma margem maior no gerenciamento das temperaturas. Com o equilíbrio entre as equipes e as dificuldades identificadas no W17, a prioridade será melhorar a estabilidade do carro antes das atividades decisivas do GP do México.