F1: Mekies indica redução de atualizações da Red Bull em 2026

A Red Bull pode diminuir o ritmo de desenvolvimento do RB22 nas próximas etapas da temporada da Fórmula 1, mesmo com Max Verstappen insistindo que o carro ainda precisa evoluir. O chefe da equipe, Laurent Mekies, confirmou que a prioridade entre o projeto atual e o de 2027 deverá ser definida mais cedo do que aconteceu no ano passado.

A declaração reforça o dilema enfrentado pelas equipes em meio ao teto orçamentário e à necessidade de dividir recursos entre o desenvolvimento do carro atual e o futuro regulamento. Enquanto Verstappen gostaria de ver o RB22 recebendo atualizações pelo maior tempo possível, Mekies indicou que esse cenário pode não se concretizar.

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Questionado pelo GPblog sobre os planos da Red Bull para o restante da temporada, o dirigente explicou que a equipe precisará tomar uma decisão em breve. “Em algum momento teremos que decidir o equilíbrio entre este ano e o próximo. Espero que isso aconteça mais cedo do que fizemos no ano passado, especialmente por causa dos regulamentos atuais. Então vamos decidir”, afirmou.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

Mekies destacou que a Red Bull promoveu um intenso trabalho de desenvolvimento desde o início da temporada na tentativa de reduzir a desvantagem inicial do RB22. “Trouxemos uma enorme quantidade de desenvolvimento para o carro entre a primeira corrida e esta etapa, tentando corrigir o mais rápido possível o grande déficit que tínhamos no começo. É difícil imaginar que continuaremos nesse ritmo, mas ainda precisamos encontrar a melhor forma de tentar eliminar esses últimos três décimos”, acrescentou, sem revelar quando um novo pacote de atualizações poderá estrear.

Do outro lado da disputa, Andrea Stella afirmou que a McLaren ainda acredita haver desempenho significativo a ser extraído dos carros atuais. Segundo o chefe da equipe, ainda existe até meio segundo por volta disponível por meio de atualizações, classificadas por ele como oportunidades relativamente evidentes, os chamados “low-hanging fruit”.

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Mesmo assim, Stella reconheceu que a McLaren enfrenta o mesmo desafio estratégico da Red Bull. “Na nossa abordagem ao teto orçamentário, sabíamos que 2026 seria menos sobre o ponto de partida e mais sobre a corrida para desenvolver o carro. Por isso, deixamos margem suficiente no orçamento para continuar investindo em atualizações”, explicou.

O dirigente destacou, porém, que o orçamento não é a única limitação. “Você pode antecipar parte dos recursos do próximo ano se quiser focar nesta temporada, mas chega um momento em que a decisão depende de qual temporada recebe a prioridade. Não é apenas uma questão de dinheiro. Também existem limitações de projeto e até da utilização do túnel de vento, porque é preciso decidir se ele será usado para o carro deste ano ou para o do próximo. Parte dessa resposta depende de quando você decide mudar completamente o foco”, concluiu.