Charles Leclerc colocou a Ferrari na liderança dos dois treinos livres do GP do México de Fórmula 1, nesta sexta-feira (30), mas reconheceu que o SF-26 ainda apresenta limitações que precisam ser corrigidas antes da classificação. Mesmo com o desempenho competitivo no Autódromo Hermanos Rodríguez, o monegasco destacou as dificuldades provocadas pela baixa aderência do asfalto.
A Ferrari encerrou o primeiro dia de atividades com 102 voltas completadas e os melhores tempos das duas sessões. Apesar dos resultados, a equipe adotou uma avaliação cautelosa, considerando a proximidade entre os concorrentes e a expectativa de que as condições da pista continuem evoluindo ao longo do fim de semana.
“De modo geral, nosso desempenho parece bastante razoável, mas ainda precisamos trabalhar em alguns dos nossos pontos limitantes. Foi bastante complicado na pista hoje, porque a superfície estava escorregadia, então vamos trabalhar nisso para encontrar algumas melhorias para amanhã”, afirmou Leclerc.
O piloto começou o TL1 utilizando pneus Duros e posteriormente passou aos Macios para as simulações de classificação. Com 1min18s128, estabeleceu a volta mais rápida da sessão, antes de realizar simulações de corrida. Leclerc completou 29 voltas, enquanto Lewis Hamilton terminou em quarto, com 1min18s866, após percorrer 25 voltas.

No TL2, o monegasco voltou a demonstrar competitividade. Depois de iniciar os trabalhos com pneus Médios e enfrentar uma breve interrupção por bandeira vermelha, Leclerc passou aos Macios e melhorou seu tempo primeiro para 1min17s966 e depois para 1min17s827, novamente encerrando a sessão na primeira posição.
A Ferrari também conseguiu reunir informações sobre o comportamento do carro em sequências mais longas. Leclerc retornou aos pneus Médios usados anteriormente para completar sua simulação de corrida, encerrando o segundo treino com 35 voltas.
O principal contratempo da equipe envolveu Hamilton, que precisou estacionar o SF-26 na lateral da pista por precaução após apresentar um problema durante o TL2. O britânico havia registrado 1min18s512 antes da interrupção e completou apenas 13 voltas, ficando sem realizar sua simulação de corrida.
“Não foi o dia mais tranquilo para mim, já que perdi algum tempo de pista no TL1 e depois tive que parar mais cedo no TL2. Apesar disso, o carro pareceu rápido, então foi uma pena termos que parar antes de completar a simulação de corrida”, afirmou Hamilton.

A Ferrari pretende analisar os dados coletados e investigar a falha no carro do heptacampeão antes das atividades de sábado. Para Leclerc, a prioridade será transformar a velocidade demonstrada na sexta-feira em um desempenho consistente na classificação, especialmente diante das mudanças esperadas nas condições de aderência do circuito mexicano.
