F1: Komatsu diz que inconsistência da Haas dificulta avaliar Ocon

Ayao Komatsu afirmou que a Haas ainda não consegue medir com precisão o desempenho de Esteban Ocon na temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe, a inconsistência do VF-26 tem afetado os dois carros e dificulta qualquer comparação direta entre o francês e Oliver Bearman, enquanto a equipe avalia sua dupla de pilotos para 2027.

Os números do campeonato mostram vantagem de Bearman. O britânico supera Ocon por 11 a 3 nos treinos classificatórios, soma 18 pontos contra apenas três do companheiro de equipe e ainda terminou à frente em todas as corridas nas quais ambos receberam a bandeirada. Mesmo assim, Komatsu acredita que esses resultados não refletem toda a realidade.

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“É muito difícil, olhando de fora, ver a diferença entre os companheiros de equipe. Por exemplo, em Silverstone, isso não teve nada a ver com a equipe ou com os pilotos. O Esteban estava dois décimos à frente do Ollie antes de encontrar uma bandeira amarela. Foi puro azar”, afirmou.

O dirigente também citou fatores externos que influenciaram a pontuação da equipe. “Se você olhar a diferença de pontos, parte dela aconteceu por causa do safety car também. Em Xangai, o Ollie foi totalmente beneficiado pelo safety car, enquanto o Esteban não. No último fim de semana, na sexta-feira, quando ele estava satisfeito com o carro, ficou a menos de dois décimos do Ollie. A partir de sábado, ele simplesmente não gostou mais do carro. Honestamente, quase não mudamos nada. Ainda não entendemos o motivo.”

Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team.
Foto: XPB Images

Komatsu explicou que a principal dificuldade está na instabilidade do comportamento do VF-26. “Quando ele estava satisfeito, não era uma questão de tempo de volta. Ele dizia: ‘Estou feliz com este carro’. E, por coincidência, estava próximo do Ollie. Na TL3, imediatamente disse que a estabilidade tinha desaparecido. Não entendemos por quê. E ele deixou de estar perto do Ollie. Por isso, é muito difícil ter uma imagem real da situação”, acrescentou.

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Bearman concordou com a avaliação do chefe da equipe e afirmou que a disputa interna nem sempre acontece em igualdade de condições. “É uma situação difícil que estamos vivendo na equipe. Falamos bastante sobre isso, mas a inconsistência entre as peças dos nossos carros tem sido muito grande. Já estive no lado ruim disso e também no lado bom, mas é uma pena, porque você está sempre perseguindo um alvo em movimento. De um dia para o outro, o equilíbrio do carro pode mudar sem que esperemos isso.”

O britânico acredita que os resultados não contam toda a história. “Tudo isso significa que nem sempre é uma disputa justa entre nós e, às vezes, sentimos que estamos competindo praticamente com as mãos amarradas. Sinto que estou pilotando em um nível muito alto e vejo uma evolução em relação a doze meses atrás, até mesmo desde o início da temporada. Isso é tudo o que posso fazer.”

Bearman também reconheceu o momento difícil da Haas. “Nesta fase, não estamos brigando por pontos. Não estamos brigando por muita coisa além de tentar extrair o máximo de nós mesmos e aprender o máximo possível durante este período difícil, esperando que em breve tenhamos desempenho para transformar isso em pontos. Tem sido um desafio. Estou satisfeito com o que estou fazendo, mas a história não é necessariamente aquela que aparece na manchete”, concluiu.

Enquanto isso, a Haas segue planejando sua formação para 2027. A equipe avalia a possibilidade de substituir Ocon e tem entre os nomes considerados Leonardo Fornaroli e o brasileiro Rafa Câmara. Questionado se sentia necessidade de defender publicamente o francês diante das especulações, Komatsu respondeu: “Estou apenas dizendo a verdade. Não saio por aí para defender demais ou atacar demais ninguém. Apenas digo a verdade, tentando ser justo com todos.”