F1: Hamilton vê Ferrari na briga pela pole, mas aponta desvantagem

Lewis Hamilton acredita que a Ferrari tem condições de disputar a pole-position do GP do México de Fórmula 1, apesar de reconhecer uma desvantagem de até três décimos de segundo nas retas. O britânico demonstrou confiança no desempenho do carro após Charles Leclerc liderar os dois treinos livres de sexta-feira (30), mas também contestou a expectativa de que o motor italiano teria uma vantagem especial devido à altitude da Cidade do México.

A Ferrari começou o fim de semana entre as principais candidatas às primeiras posições, com Leclerc estabelecendo o melhor tempo tanto no TL1 quanto no TL2. Hamilton também encontrou um acerto competitivo, mas um problema durante o segundo treino comprometeu seu programa e impediu que realizasse uma simulação de corrida com bastante combustível.

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“Estava muito bom até aquele momento. O carro estava ótimo. Fizemos um bom trabalho com as mudanças de acerto. O carro estava em uma boa condição e éramos realmente fortes”, afirmou Hamilton. “Mas, mesmo na minha volta, estávamos perdendo potência em alguns pontos, então já havia perdido três décimos antes disso. No geral, temos um carro muito bom neste fim de semana.”

Uma das explicações levantadas para a competitividade da Ferrari foi o tamanho menor de seu turbocompressor, que poderia oferecer vantagens nas condições de ar rarefeito do Autódromo Hermanos Rodríguez. George Russell havia mencionado essa possibilidade, mas Hamilton discordou da avaliação.

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26.
Foto: XPB Images

“Não concordo muito com essa questão do turbo. Se você olhar as velocidades da Mercedes e da Red Bull, eles continuam rápidos no fim das retas, como em todas as corridas. Então o turbo simplesmente não está fazendo diferença”, explicou o heptacampeão.

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“Eles continuam ganhando mais velocidade no fim das retas. Então acho que ainda estamos perdendo uns bons dois ou três décimos, mas o carro está se comportando muito bem”, acrescentou. Oscar Piastri, da McLaren, também relativizou a suposta vantagem da Ferrari, observando que o carro italiano parecia um pouco lento nas retas.

Mesmo com essa limitação, Hamilton considera possível superar os adversários na classificação. “Charles foi o primeiro nas duas sessões, e acho que nunca se sabe como a classificação vai acontecer. Os outros parecem encontrar mais desempenho, mas, sinceramente, sinto que podemos estar muito próximos de superá-los na classificação.”

Para a corrida, entretanto, o britânico terá uma dificuldade adicional por não ter completado sua simulação de ritmo com tanque cheio. “Não sei como o carro está nas simulações de corrida. Não conseguimos fazê-las, então vou ter que observar como os outros se saíram e meio que estimar onde precisamos estar com o carro, por exemplo, em termos de asa, ajustes e frenagem.”

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari.
Foto: XPB Images

O desempenho da Ferrari no México também ganha importância na disputa pelo Mundial de Construtores. A Mercedes chega à etapa com 133 pontos de vantagem sobre a equipe italiana e pode conquistar antecipadamente o campeonato neste fim de semana, enquanto a Ferrari tenta aproveitar a competitividade apresentada na sexta-feira para manter a disputa aberta.