F1: Haas vê evolução em Barcelona, mas alerta para desafios

Para a Haas, a sexta-feira do GP de Barcelona de Fórmula 1 mostrou sinais positivos, mas ainda longe da configuração ideal para o restante do final de semana. Após um início complicado, a equipe conseguiu melhorar o comportamento do carro ao longo do dia e acredita que há margem para avançar antes da sessão de classificação.

Esse trabalho realizado no circuito espanhol foi considerado importante, porque permitiu à equipe coletar respostas sobre diferentes itens avaliados nas sessões. Mesmo assim, questões relacionadas ao desempenho, à utilização da energia e à degradação dos pneus, seguem entre as principais preocupações.

Oliver Bearman destacou que o dia terminou de forma mais animadora do que começou. Segundo o britânico, a Haas voltou a enfrentar dificuldades semelhantes às observadas desde a introdução do atual pacote de atualizações, principalmente na entrada das curvas.

“Foi um dia razoável no geral. Pela manhã foi difícil, estávamos sofrendo com as mesmas limitações que temos desde que introduzimos este pacote de atualização, com o carro bastante nervoso na entrada das curvas, o que dificulta encontrar um bom acerto”, afirmou. O piloto explicou que ajustes feitos ao longo do dia ajudaram a melhorar o equilíbrio do carro: “Conseguimos conectar melhor o equilíbrio e deixá-lo mais agradável de pilotar no TL2. Estamos mais próximos de onde queremos estar, ainda há trabalho a fazer, mas estou satisfeito com o progresso desta manhã até agora”, afirmou.

Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team VF-26.
Foto: XPB Images

Esteban Ocon teve uma visão semelhante sobre a sexta-feira da equipe. O francês acredita que a Haas poderia ter extraído mais desempenho nas simulações realizadas, mas considerou o trabalho geral produtivo.

“Acho que poderíamos ter feito um trabalho melhor nas simulações de desempenho hoje, mas é importante que façamos isso amanhã. Foi um bom dia de trabalho, é bom estar de volta a Barcelona e acho que podemos ver as melhorias do carro. Agora cabe a nós evoluir durante a noite e ver o que podemos fazer amanhã”, disse ele.

O chefe da equipe, Ayao Komatsu, destacou que o retorno a um circuito amplamente conhecido, ajudou a Haas a compreender melhor o comportamento do carro. Segundo ele, o TL1 foi dedicado principalmente a testes e coleta de informações, enquanto o TL2 trouxe avanços no acerto.

“Melhoramos um pouco o carro no TL2 e agora estamos mais próximos da faixa ideal, mas ainda precisamos encontrar mais desempenho”, afirmou. Komatsu também apontou dificuldades na entrega de energia, que apresentou comportamento inconsistente ao longo do dia, além do desafio representado pelos pneus.

“Os pneus praticamente permitem apenas uma volta rápida, então temos apenas uma chance para acertar. Com as altas temperaturas, a degradação será elevada na corrida. Precisamos analisar os dados e ver o que podemos fazer. O foco amanhã será a preparação para a sessão de classificação durante o TL3, e continuar evoluindo a partir do que aprendemos no TL2”, encerrou o chefe da equipe.